Notícias

 

01/12/2011
Brasil é o 5º maior em energias renováveis

 

 

O Brasil é o quinto maior investidor em energias renováveis do mundo, somando em 2010 cerca de US$ 7 bilhões. Os dados foram publicados pela ONU ontem e mostram que, pela primeira vez na história, investimentos mundiais em inovação tecnológica em energias alternativas superaram os investimentos em tecnologia para a energia fóssil. O levantamento mostra ainda que parte substancial da expansão dessas fontes de energia está ocorrendo justamente em mercados emergentes.Página 3 / 6

No total, os investimentos em energias limpas chegaram a US$ 211 bilhões, um salto importante em relação aos últimos anos. Em 2004, por exemplo, o mundo investia apenas US$ 33 bilhões. Em média, a expansão tem sido de quase 40%, enquanto a crise mundial tem freado investimentos em todas as demais áreas.

Segundo a ONU, o investimento em fontes alternativas de energia será a única solução para responder ao desafio de abastecer uma população cada vez maior, com demandas cada vez maiores por energia e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de CO2. "Hoje, 1,4 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à eletricidade e os cálculos mostram que o mundo terá de dobrar a produção de energia até 2030", alertou Supachai Panitchpakdi, secretário-geral da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento. "Ao mesmo tempo, 89% da energia consumida no mundo ainda vem de fontes fósseis, com altas emissões de CO2."

Por anos, investimentos em energias renováveis foram feitos especialmente por países ricos. Em 2003, por exemplo, de cada quatro dólares aplicados em energia limpa, apenas um vinha de um país em desenvolvimento. Hoje, o mapa mudou.

Na liderança dos investimentos não estão os países ricos. Em 2010, foi a China o país que mais apostou em energias renováveis, justamente para tentar superar sua dependência de petróleo, reduzir a taxa de emissão de CO2 e garantir o abastecimento para seu crescimento nas próximas duas décadas. No ano passado, os chineses somaram investimentos de US$ 49 bilhões.

A taxa superou o volume de investimentos da Alemanha, com US$ 41,1 bilhões. Berlim havia sido o líder nessa área por anos. "Agora, o que estamos vendo é a migração de empresas alemãs de tecnologia para a China, onde o governo investe pesado na nova geração de fontes de energia", disse Panitchpakdi ao Estado. 

Os EUA aparecem na terceira posição, seguido pelos italianos.

A quinta posição é do Brasil, que somou altos investimentos por causa da aposta em biocombustíveis. Mas a ONU destaca que os US$ 7 bilhões não foram atingidos apenas em um setor. Segundo o levantamento, o País tem feito "importantes investimentos" em parques eólicos e energia solar. No total, o mundo viu investimentos em etanol no valor de US$ 6 bilhões em 2010, incluindo projetos nos EUA, Brasil, Índia e vários outros países.

Liderança. Hoje, o Brasil investe duas vezes mais em energias renováveis do que todos os 53 países africanos juntos. Entre 2005 e 2010, a capacidade instalada de geração de energia renovável no Brasil aumentou em 42%, uma das mais altas do mundo. Hoje, a energia eólica no País produz 950 MW. Apesar de o número ser apenas uma fração dos 86 mil MW gerados na Europa, o estudo mostra que a aposta do Brasil tem sido acertada.

Desde 2007, a energia eólica foi a que mais recebeu a atenção de investidores. Só em 2010, US$ 95 bilhões no mundo foram para essa fonte de energia. A segunda maior aposta é a energia solar, com US$ 26 bilhões. "O sol gera para o mundo volume de energia dez vezes superior a cada dia ao consumo do planeta", disse ao Estado o Prêmio Nobel de Física, Carlo Rubbia. "Não há como ignorar essa fonte de energia no futuro.

 


03/11/2011
Investimentos em energia eólica colocam o Brasil em destaque

De acordo com projeções do Programa Ambiental da ONU os investimentos
globais em energias renováveis devem alcançar US$ 240 bilhões em 2011,
impulsionados principalmente pelas iniciativas no Brasil, China e Índia. Em
2009, os gastos com as energias limpas foram de US$ 162 bilhões. No ano
passado, os investimentos oscilaram entre US$ 180 e 200 bilhões. O Brasil, no
segmento de energias renováveis, tem condições de ampliar sua capacidade
instalada, alcançar um modelo energético menos poluente e economicamente
viável, desde que haja mais pesquisas e investimentos no setor.

Projeções do Plano Decenal de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia
(PNE), indicam que o Brasil, que atualmente dispõe de 115,6 gigawatts (GW)
de capacidade instalada, deverá elevar a produção para 171 GW em 2020 e para
232 GW em 2030. A energia hidrelétrica continuará a ser o eixo de expansão da
produção de eletricidade no país até 2030. Mas também haverá crescimento da
eólica e da biomassa no período. Atualmente, no ranking global das energias
limpas, o Brasil ocupa a sexta posição, com 45,9% da energia primária
utilizada. Lembrando que 1GW pode atender uma cidade com 1,5 milhão de
habitantes.

As projeções para a energia eólica indicam que até 2015 ela poderá alcançar 19
GW na América Latina, o que representaria uma participação de 4% no
mercado mundial. O Brasil, por sua vez, com a evolução tecnológica, as
excelentes condições das jazidas de vento e a manutenção de contratação do
governo, deverá se posicionar entre os cinco maiores produtores de energia
eólica do mundo até 2020, com capacidade instalada de 20 GW, segundo o
vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica, Everaldo Feitosa.

Para a Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia
(Abiape), as empresas produtoras de energia devem investir até 2020 cerca de
R$ 3,4 bilhões em novos empreendimentos eólicos, com capacidade para gerar até 1.000 megawatts (MW) de energia. A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) estima que a
energia eólica vai ampliar sua participação na matriz energética brasileira de 1% para 5,9%, da produção
total de eletricidade até 2014.

Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 51 empreendimentos eólicos em operação (931 MW), 18 em construção e mais 107 outorgados, com capacidade de quase 5.000 MW informa a gerente de agroenergia da Informa Economics FNP, Jacqueline Bierhals, que participou da elaboração da 2ª edição do RenergyFNP, anuário de Energias Renováveis da Informa Economics FNP.


20/09/2011
Preços caem drasticamente no segundo leilão do Uruguai

Três projetos eólicos desenvolvidos por um grupo local e dois alemães estão aptos a serem contratados, de acordo com as condições do leilão: Ensol, de propriedade do empreendedor local Juan Otegui, ofereceu a menor taxa, US$62,35/MWh por 50MW; Generación Eólica Minas, da alemã Sowitec, ofereceu uma taxa de US$63,90/MWh por 42MW; e Aguas Leguas, do grupo alemão eab, ofereceu uma taxa de US$64,96/MWh por 100MW.

Entretanto, em um esforço para agregar os parques eólicos à rede o mais rápido possível para suprir a crescente necessidade de energia, os projetos vencedores receberão US$110/MWh para energia produzida de janeiro de 2013 ao fim de 2014.

O leilão, que recebeu quase 1,1GW de projetos, tinha como objetivo contratar 150MW em projetos. Mas as potenciais propostas vencedoras representam 192MW de potência.

De acordo com as condições do leilão, será solicitado à eab que reduza sua proposta para o  valor da proposta da Sowitec, neste caso toda a potência que ela pretende vender será contratada, trazendo o total do leilão para 192MW ao invés de 150MW.

Se a eab recusar, a próxima proposta, para 50MW a US$66,99/MWh será oferecido o mesmo acordo.

No primeiro leilão de 150MW realizado pela UTE mais cedo este ano, os preços variaram entre US$85/MWh e US$87/MWh.

A redução acentuada nos preços é ao menos parcialmente atribuída aos resultados do leilão brasileiro, ocorrido na semana anterior no qual o preço mais baixo foi R$99,39 (US$60,23). Fabricantes de turbinas baixaram seus preços tanto no Brasil quanto no Uruguai, levando a taxas mais baratas, e fabricantes que não ganharam no Brasil podem ter visto o Uruguai como uma segunda chance.

Wobben Windpower, Vestas and Gamesa foram todas perspicazes no Uruguai, e aparentemente estiveram em contato com os frontrunners, aprendeu a Recharge.

UTE, o órgão estatal, analisará as propostas e concederá os contratos de 20 anos dentro de um mês, e os projetos devem estar conectados dentro de três anos.

No total 23 projetos eólicos foram oferecidos por 17 empresas.

 

fonte: http://www.rechargenews.com/energy/wind/article274135.ece  


10/06/2011
Alterações em normas sobre outorga de autorização para usinas estão em audiência
Inicia hoje (09/06) o prazo para envio de contribuições à audiência pública com objetivo de alterar as Resoluções Normativas 390/2009 e 391/2009 que estabelecem requisitos necessários à outorga de autorização para usinas termelétricas, eólicas e de outras fontes alternativas. A audiência foi aprovada em reunião de diretoria da ANEEL realizada na última terça-feira (07/06). A proposta em audiência visa substituir nas duas resoluções a exigência de apresentação da licença ambiental de operação (LO) pela Declaração de Condição de Plena Operação para as centrais geradoras com capacidade reduzida. A declaração deverá ser emitida pelo próprio interessado no registro e a eventual inconsistência desse documento levará o representante legal a responder nas esferas civil, penal e administrativa. Em relação à Resolução 391/2009 aplicável às usinas eólicas são propostas alterações nos Documentos Necessários ao Requerimento de Outorga. Mais informações sobre a audiência podem ser consultadas no site da Agência (www.aneel.gov.br) no link audiências/consultas/fórum. Os interessados em contribuir com esse processo deverão enviar colaborações até o dia 29 de junho para o e-mail ap036_2011@aneel.gov.br, pelo fax nº (61) 2192-8839 ou por correio para o endereço SGAN 603 - Módulo I - Térreo / Protocolo Geral da ANEEL, CEP 70.830-030, Brasília (DF). (DB)


27/05/2011
Brasil atinge 1 GW em parques eólicos em operação comercial
O Brasil atingiu nesta segunda-feira (23/5) a marca de 1.000MW em parques eólicos gerando energia para a rede. O montante foi alcançado após a entrada em operação da usina de Tramandaí, sob responsabilidade da EDP Energias do Brasil. A planta, instalada em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, possui 70MW de potência. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia gerada pelo vento é hoje responsável por 1% da matriz brasileira. O primeiro gigawatt eólico do País foi comemorado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), que acredita que o número é um resultado importante do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), do governo federal, que viabilizou as primeiras usinas do fonte em território nacional. Ainda hoje, o Proinfa, considerado "vitorioso" pela entidade, possui 453,3MW atrasados, distribuídos em 12 parques. As usinas deveriam estar gerando energia desde o ano passado, mas, por meio de Medida Provisória, o governo tenta dar um tempo extra aos investidores. A expectativa da Abeeólica é de que a geração eólica represente 5,2 GW na matriz brasileira até 2013. O valor considera os resultados dos leilões de energia promovidos pelo governo em 2009 e 2010. O vice- presidente da associação, Lauro Fiúza ainda destaca que o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) têm sinalizado na direção de manter a participação das eólicas nos leilões. Com isso, a entidade espera que, por ano, sejam licitados entre 2 mil MW e 2,5 mil MW eólicos. Com 10,9GW em projetos eólicos inscritos para os leilões de energia A-3 e de reserva, marcados para julho, a Abeeólica trabalha trabalha com a perspectiva de ter cerca de 7,5GW em empreendimentos habilitados para os certames.


25/04/2011
Eólicas têm R$ 25 bi em investimentos
Os projetos de energia eólica (gerada pela força do vento) no país, com entrada em operação prevista até 2013, somam R$ 25 bilhões em investimentos, segundo a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). A projeção considera empreendimentos vencedores de leilões em 2009 e 2010, a conclusão do Proinfa -programa de fontes alternativas do governo- e projetos com venda de energia prevista no mercado livre, que reúne grandes consumidores. Fusões e aquisições não estão incluídas nessa conta, embora também passem por forte aquecimento. A CPFL Energia anunciou, no intervalo de dez dias, a compra da líder no setor no país, a SIIF Énergies, e admitiu manter "tratativas" com a Ersa Energias Renováveis, que diz negociar uma "associação" com a CPFL. A participação das eólicas na matriz da CPFL deve passar de 7,6% em 2011 para 18,2% em 2013. "A energia eólica ganhou competitividade nos últimos anos. O custo dos equipamentos caiu e houve melhora em eficiência", diz Gustavo Estrella, diretor de relações com investidores da CPFL. "Além do enorme potencial e do avanço da tecnologia, a energia eólica gera menos problemas ambientais", afirma Lindolfo Zimmer, presidente da Copel, que procura parceiros no setor. Capacidade instalada Os projetos em construção elevarão a capacidade instalada de geração de energia eólica de 900 MW em 2010 para 5.300 MW em 2013. "Apesar do crescimento, a participação das eólicas na capacidade total de geração será de apenas 4% em 2013", diz Ricardo Simões, presidente da Abeeólica. Hoje, esse percentual é de 0,5%. O potencial é grande. Mapeamento realizado em 2000 aponta a possibilidade de geração de 143 GW no país. Especula-se que esse potencial seja ainda maior, caso sejam consideradas turbinas mais modernas, entre 80 e 100 metros de altura. "Ele estaria entre 300 e 400 GW, pelo menos", estima Steve Sawyer, do GWEC (Conselho Global de Energia Eólica). A complementaridade com a energia hidráulica -os ventos são mais fortes no período seco- deixa o investimento atrativo do ponto de vista estratégico para o país. Custos Durante anos apontado como um dos principais entraves ao desenvolvimento do setor, o preço passou a contar a favor dessa fonte alternativa. "Os preços têm caído. No leilão de 2009, o valor médio ficou em R$ 148 o MWh e, no ano passado, em R$ 135", diz Sérgio Marques, presidente da Bioenergy. "É um círculo virtuoso. Quanto mais leilões você realiza, mais empresas vêm ao país, mais escala você adquire e maior é a possibilidade de o preço baixar", afirma Maurício Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética). O anúncio de novos projetos desenvolvidos exclusivamente no mercado livre -onde comprador e vendedor negociam diretamente- comprova a maior competitividade. "Mostra que essa fonte é realmente economicamente viável", diz Tolmasquim.


20/01/2011
Grupo lança selo de energia eólica para produtos
O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (18/1), durante encontro em Abu Dabhi, o lançamento do selo WindMade - criado para identificar produtos fabricados com o uso de energia eólica. A medida é resultado de uma parceria entre a entidade, a organização ambientalista WWF, a fornecedora de aerogeradores Vestas e outras empresas. A etiqueta é a primeria iniciativa global nesse sentido e tem como objetivo oferecer ao consumidor o poder de escolha por um produto ambientalmente sustentável. O secretário geral do GWC, Steve Sawyer, afirma que a ideia é atender a uma demanda dos próprios consumidores que queiram fazer algo contra a mudança climática. De acordo com um comunicado emitido após o lançamento, os promotores da iniciativa realizaram uma pesquisa de mercado antes de tornar realidade o selo. Os resultados teriam apontado que 92% dos entrevistados acreditam que as fontes renováveis de energia são uma boa solução para reduzir os efeitos da mudança climática. Segundo os responsáveis pela WindMade, a maioria também garantiu que, caso pudesse escolher, daria preferência a produtos feitos com energia eólica, "mesmo que custem um pouco mais". "Queremos construir uma ponte para a energia limpa entre os consumidores e as empresas responsáveis e dar ao consumidor a opção de escolher produtos mais sustentáveis", explica o presidente da Vestas, Ditlev Engel. O executivo ainda diz que espera que mais companhias se juntem à iniciativa. Segundo os promotores da etiqueta, um grupo técnico de especialistas está elaborando o que será o proceesso de certificação para se obter o selo. A iniciativa será apresentada com mais detalhes em uma reunião durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, em junho.


07/01/2011
Energia eólica deve crescer 320% nesta década no Brasil, prevê Governo

Com preço mais baixo, o grande potencial eólico brasileiro finalmente começa a
sair do papel. Projeção da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) aponta que a
capacidade instalada das usinas movidas por ventos crescerá 320% ao longo
desta década.

Atualmente, as usinas eólicas instaladas somam 930 MW espalhados por 50 parques. As hidrelétricas,
principal fonte de geração do país, têm 110.000 MW instalados.

Em 2011, estão previstos mais 510 MW distribuídos por 14 parques eólicos, totalizando 1.440 MW. Esse
potencial é oriundo do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia), que fomentou a demanda no segmento, permitindo queda no preço.

A previsão é que em 2019 essas unidades geradoras terão potência total de 6.041 MW, quase equivalente aos 6.400 MW das usinas de Santo Antônio e Jirau, que estão sendo erguidas no rio Madeira, em Rondônia.

Calcula-se que haja potencial para instalar até 300 mil MW de usinas eólicas. "O crescimento da energia
eólica é um processo irreversível", comentou Pedro Terrelli, diretor da ABEEólica (Associação Brasileira de
Energia Eólica).

A ideia do governo é que as termelétricas movidas a gás, óleo ou carvão cedam cada vez mais espaço às
eólicas e outras fontes renováveis, bem menos poluentes e que já têm custos competitivos.

As termelétricas são usadas para poupar os níveis dos reservatórios de hidrelétricas em épocas de pouca
chuva.

A expansão das eólicas, pelo menos nos próximos três anos, é garantida pela venda de projetos nos leilões voltados para o segmento.

O custo da energia eólica baixou e já chega a ser mais vantajoso do que a energia termelétrica, que gira em torno de  R$ 140 a R$ 150 por MWh (megawatt-hora).

Nos três leilões feitos até hoje, o custo médio da eólica foi de R$ 140 por MWh. A geração hidrelétrica, a
mais barata do mercado, custa, em média, R$ 110 por MWh.

Anteriormente, o custo para gerar pela força dos ventos ultrapassava os R$ 200 por MWh. Praticamente não havia fabricantes no país, e era preciso importar os equipamentos a custos elevados.

"A perspectiva de crescimento está ligada ao fato de o preço ter caído. Sempre tivemos potencial, mas,
quando é caro, não dá para construir", disse o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim.

Até hoje, foram feitos três leilões com participação de 142 empreendimentos eólicos que totalizam 3.852
MW de capacidade instalada.

Essas usinas começam a entrar em operação a partir do ano que vem. A tendência é que os leilões com
eólicas sejam mantidos e o mercado se consolide de vez.

"Nos próximos dez anos, é preciso que se adicione 2.500 MW por ano para que a energia eólica se estabeleça de vez", observa Terrelli.


09/12/2010
Investimentos em energia limpa somarão US$ 1,7 trilhão na próxima década
Os investimentos em geração de energia a partir de fontes limpas nos países que compõem o G-20 - grupo das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia - devem somar algo próximo a US$1,7 trilhão ao longo dos próximos dez anos. Esse montante, porém, pode chegar a US$2,3 trilhões caso as políticas para fomento a essas fontes sejam significativamente fortalecidas nos próximos anos. As previsões constam de relatório divulgado nesta quarta-feira (12/8) pela Pew Charitable Trusts, organização dedicada a estudos e análises ligadas a políticas públicas. Em todos cenários avaliados pelo documento, a corrida pela energia limpa é liderada pela Ásia, com grande expansão na China e na Índia. O texto afirma que todos os países teriam ganhos com uma política voltada a incentivar o setor renovável, mas que, entre todos, três aparecem como os que, potencialmente, melhor poderiam aproveitar a onda verde: Estados Unidos, Índia e Reino Unido. O estudo examinou projetos de investimentos privados em energia eólica, solar, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), centrais geotérmicas e usinas maremotriz (usam a força do mar). Os dados que subsidiaram o relatório foram compilados junto à Bloomberg New Energy Finance, que distribui notícias, dados e análises sobre o mercado de energia limpa e emissões de carbono. Com base nisso, foram elaborados três cenários: um que contempla as perspectivas com as políticas atuais; um com a implementação de acordos negociados em Copenhagen para a redução das emissões de CO2; e outro com o máximo de políticas e incentivos para a área. Em todos os cenários, a Ásia aparece como a região mais atraente para os investidores. China, Índia, Japão e Coreia do Sul poderiam ser, em 2020, o destino de aproximadamente 40% dos aportes em energia limpa. O crescimento é explicado principalmente pelo grande aumento da demanda por eletricidade no continente. Somente Índia e China devem responder por 53% da alta no consumo nos próximos vinte anos. Na China, os recursos privados direcionados para a geração renovável poderiam chegar a US$620 bilhões até 2020. Em sua análise, o documento avalia que os Estados Unidos já têm potencial para ver os investimentos no setor crescerem 73% acima dos níveis de 2010, mesmo com a atual legislação. Caso fossem adotadas medidas previstas para reduzir a redução de emissões, como falava-se em Copenhagen, esse expansão poderia ser de 90%. E, no caso de se adotar os cenários mais positivos, a variação positiva chegaria a até 237% - o que representaria a atração de US$342 bilhões na próxima década. "Os Estados Unidos são um dos três países que teriam mais a ganhar com a adoção de políticas agressivas de energia limpa", destaca o texto. Na Europa, a tendência é de que o mercado chegue à maturidade na próxima década, o que fará o desenvolvimento das renováveis cair em alguns países que as adotaram mais cedo e crescer em outros. Assim, as maiores oportunidades de crescimento são vistas no Sul do continente e em aplicações eólicas offshore - instaladas em alto mar. A previsão otimista aponta para aportes de R$705 bilhões nos países do bloco, com destaque para a Alemanha, o Reino Unido e a Itália. Ao analisar o Brasil, o estudo ressalta que o País é o líder mundial em potencial para usinas a biomassa e PCHs, além de ter um grande campo para o investimento em energia eólica. A previsão é de que sejam investidos US$4 bilhões em fontes renováveis no País até 2020, sendo que esse número pode dobrar com as políticas para redução de emissões. E, no caso de um incentivo mais agressivo, no cenário mais favorável, o País poderia receber até US$67 bilhões, com a instalação de 25GW em usinas de energia limpa. O documento sugere, além da realização de leilões anuais para contratação de fontes renováveis, a criação de uma meta para esse tipo de geração na matriz, incentivos aos empreendedores, e a redução de impostos, que, segundo os especialistas, hoje representam cerca de 40% do custo dos projetos. Também são colocados como possibilidades a redução dos juros pelo Banco Central, para que bancos privados também possam financiar, com taxas atrativas, os empreendimentos na área, hoje bancados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Relatório completo: http://www.pewtrusts.org/uploadedFiles/wwwpewtrustsorg/Reports/Global_warming/G20-Report- LowRes.pdf


04/11/2010
Brasil terá 161 fazendas eólicas até 2013
O potencial eólico brasileiro é inegável. Há quase um ano, os olhos do mundo se voltaram à grande oportunidade de investimento e obtenção de energia limpa no país. As chances de que o mercado se desenvolva ainda mais são imensas e o prazo para isso é bem pequeno. No início dos anos 90, quando poucos se interessavam pela busca de fontes de energia renovável, entre elas a eólica, um alemão chamado Aloy Wobben visualizou a primeira usina deste tipo no Brasil. O local escolhido foi a praia de Taíba, próximo à capital do Ceará, Fortaleza. O engenheiro brasileiro Pedro Vial ficou encarregado de analisar o local, que anos mais tarde daria origem à primeira usina eólica do Brasil. As hastes colocadas por ele, enquanto percorria a praia em um buggy, marcavam o lugar onde seriam instaladas dez turbinas, com mais de 40 metros de altura e capazes de gerar cinco megawatts por hora. A usina de Taíba começou a funcionar em janeiro de 1999, produzindo energia suficiente para abastecer cem mil residências. Desde então, o investimento da empresa alemã, Wobben Windpower só aumentou no Brasil, chegando a construir 16 usinas em todo o território. Por muito tempo, ela praticamente monopolizou este mercado brasileiro, mas agora, com o potencial do país praticamente exposto em uma vitrine, diversas multinacionais do setor de energia entraram na briga por um lugar “ao vento” brasileiro. Alguns destaques internacionais que buscam seu espaço no Brasil ficam por conta da americana GE, da espanhola Gamesa, a indiana Suzlon, a alemã Siemens, a francesa Alstom, que vai inaugurar uma unidade na Bahia, em 2011, entre outras, chinesas, dinamarquesas e coreanas. O grande interesse por esse tipo de energia se expandiu há pouco mais de um ano. Prova disso são os preços das energias no leilão brasileiro. A grande procura fez com que os custos que antes eram de R$ 200 caíssem para R$ 130 o megawatts/hora. Se o Brasil possui hoje somente 45 usinas eólicas, as negociações garantem que até 2013, teremos, pelo menos, 161 delas espalhadas pelas terras tupiniquins. A produção passará de 700 megawatts para 5.250 megawatts, graças aos R$ 18 bilhões investidos. A intenção brasileira é realizar leilões deste tipo com mais periodicidade, para que até 2020, tenhamos ao menos 20% de toda a nossa energia proveniente da força dos ventos. Arthur Laviere, representante da indiana Suzlon, coloca o Brasil como um dos três melhores mercados do mundo neste quesito, ao lado de Índia e China. O movimento na economia não está ligado somente à produção de energia, mas envolve todo o processo, desde a fabricação dos itens necessários para a construção de uma hélice ou uma pá, até a utilização final da energia produzida pela usina. A importação e exportação desses produtos também elevam a economia do país e aos poucos tornam-se sinônimos de qualidade e reconhecimento. Além de demonstrar preocupação em alcançar de fato um desenvolvimento sustentável, que seja capaz de produzir e também lucrar, sem afetar a natureza.


27/09/2010
Energia eólica terá leilões anuais

Após o sucesso inesperado das eólicas no último leilão de energia realizado há um mês, o governo já sinaliza coma possibilidade de colocar a fonte de vez nas rodadas anuais de negociação. “A energia eólica já chegou agora em uma fase em que está competitiva”, analisou Maurício Tolmasquim, presidente da

Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do Ministério de Minas e Energia (MME), em evento em São Paulo no início desta semana. “Realizamos estes leilões todos os anos. Não tem por que a energia eólica não estar”, disse.

 

A fonte já foi incluída em dois destes leilões desde o ano passado, em uma espécie de piloto, já que, por ser uma tecnologia mais jovem das disponíveis atualmente, tendia também a ser a mais cara. No último evento, no entanto, alcançou deságios na faixa dos 26% e se converteu subitamente em uma das mais baratas.

 

A garantia de leilões regulares era a única indefinição que restava que pudesse inibir investimentos e a entrada de novos interessados no negócio no Brasil. “Se não há continuidade para o programa, não se criam as condições necessárias nem para atrair fabricantes e consolidar uma cadeia de fornecedores no país, nem para formar uma base de tecnologia e pesquisa”, defende o diretor de gestão da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABeeólica), Otávio Silveira.

 

É algo similar ao que aconteceu como Proinfa, programa de incentivo a fontes alternativas, lançado em 2002 como medida pós-apagão, que primeiro colocou a energia eólica no mapa brasileiro. Foi de lá que saíram os primeiros 1,4 mil megawatts de parques contratados — “mas, como não houve continuidade e política, isso não evoluiu”, conta Silveira. Isso explica estes projetos estarem sendo concluídos apenas agora, oito anos depois. Os primeiros 700 MW foram instalados em2009 e, até final de 2010, serão concluídos os demais 700MW.

 

Leilões e indústria nascente

Depois do programa de 2002, as eólicas só voltaram ao planejamento de governo no ano passado, quando, após meses de adiamentos, finalmente se fez o primeiro leilão para a fonte. Realizado em dezembro, o leilão negociou 1,8 milMWde parques a serem construídos até 2012.

 

No mês seguinte, uma série de fabricantes já anunciava projetos, engavetados até então na espera por demanda, de implantar fábricas Brasil — caso das multinacionais GE, Siemens,Vestas, Alstome outras. “A implantação dessa indústria é irreversível. Mas, não havendo continuidade, é menos custoso para elas desativarem o parque do que se manterem sem atividade”, diz Silveira, da Abeeólica. Nos cálculos da associação, a fonte precisa ter leilões regulares por pelo menos 10 anos para consolidar o mercado no Brasil e, com sorte, ainda fazer do país base de exportação para a América Latina.

 

Segundo o presidente da EPE, é natural que a fonte componha regularmente os próximos leilões. A intenção é que integrem os chamados A-3, que vendem para as distribuidoras a energia a ser utilizada três anos à frente. Estes leilões são realizados anualmente, desde 2005, com o objetivo de garantir o abastecimento futuro.

 

Nos últimos anos, priorizaram as térmicas, mais rápidas e baratas de entrarem em serviço, mas mais poluentes. A partir deste ano, o objetivo do governo é priorizar as fontes renováveis, como hidrelétricas,eólicas e biomassa.


27/09/2010
Projeto de lei obriga contratação de energia eólica

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7737/10, do deputado Betinho Rosado (DEM-RN), que obriga as distribuidoras de energia elétrica a contratar, por meio de licitação, energia produzida por fonte eólica. A medida inclui todas as empresas do Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por 96,6% da capacidade de produção de eletricidade no Brasil.

 

Pela proposta, as empresas do SIN deverão contratar anualmente um mínimo de 250 megawatts (MW) – suficientes para atender uma cidade com 500 mil habitantes. Pela proposta, a exigência entraria em vigor em 2012. Os produtores de energia eólica, em contrapartida, precisarão ter, no mínimo, 70% de seus equipamentos e serviços de origem brasileira. Os contratos terão vigência de 20 anos.

 

Competitividade – Segundo Rosado, para manter a indústria de energia eólica competitiva e fazer com que os preços caiam mais é necessário realizar, por vários anos, leilões voltados exclusivamente para energia de fonte eólica.

 

O primeiro deles, segundo o deputado, foi realizado em dezembro de 2009 e resultou na contratação de 1.086 MW, a um preço médio de venda de R$ 148,39 por megawatt-hora (MWh).

 

O parlamentar ressalta que esse valor foi 21% menor do que o teto do leilão, de R$ 189/MWh, e é comparável ao preço da energia produzida por termelétricas e por pequenas centrais hidrelétricas. “Esse leilão representou a superação da ideia de que a energia eólica não era economicamente atrativa, pois custaria muito mais que a energia térmica ou hídrica”, disse.

 

Energia em expansão – A energia eólica é a que mais cresce no mundo, segundo Rosado. Nos últimos 10 anos, a taxa anual de crescimento foi de cerca de 30%. No Brasil, a capacidade de geração de energia eólica em 2009 foi de 660 MW – aumento de 77,7% em relação a 2008 (400 MW).

 

“Apesar desse crescimento, a participação da energia eólica na matriz elétrica do país foi de apenas 0,2% do total de energia gerada em 2009″, criticou o deputado. O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, citado por Rosado, aponta que a geração de energia pelo vento no País pode chegar a 143 mil MW.

 

Tramitação – A proposta, que tramita em caráter conclusivoserá analisada pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação (também no mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

 


22/09/2010
Energia solar e eólica podem encerrar era do petróleo, diz Nobel

Fim da era do petróleo

A continuidade da pesquisa e desenvolvimento no campo das energias alternativas poderá resultar em uma nova era na história humana, em que duas fontes de energia renovável - a energia solar e a energia eólica - vão se tornar as principais fontes de energia na Terra.

A opinião contundente não é de nenhum ambientalista de plantão, mas do Prêmio Nobel de Química de 1998, Walter Kohn.

Falando a uma plateia seleta na Sociedade Americana de Química, Kohn destacou que petróleo e gás natural abastecem hoje cerca de 60 por cento do consumo global de energia.

Para ele, essa tendência deverá crescer ainda por um período de 10 a 30 anos, seguindo-se um rápido declínio no consumo de combustíveis fósseis.

Desafios energéticos
"Essas tendências têm criado dois desafios sem precedentes em nível global," disse Kohn. "Um é a ameaça global de escassez de energia, o que é até aceitável. O outro é o perigo iminente, este inaceitável, do aquecimento global e suas consequências."

Kohn observou que estes desafios exigem uma ampla variedade de respostas. "A mais óbvia é a continuidade do progresso científico e tecnológico, criando fontes alternativas de energia que sejam abundantes, acessíveis, seguras, limpas e livres de carbono," disse ele.

Como os desafios são globais por natureza, o trabalho científico e tecnológico deverá ter um máximo
de cooperação internacional, que felizmente está começando a evoluir, disse ele.

Era do Sol/Vento
Na última década, a produção mundial de energia fotovoltaica multiplicou-se por um fator de 90, e a
energia eólica por um fator de cerca de 10.

Kohn espera a continuidade do crescimento vigoroso dessas duas energias efetivamente inesgotáveis
durante a próxima década e além, levando assim a uma nova era, a "era do Sol/Vento", como ele
chama, substituindo a era do petróleo.

Outra questão importante, segundo ele, que compete principalmente aos países desenvolvidos, cuja
população praticamente se estabilizou, é a redução no consumo de energia per capita.

"Um exemplo marcante disso é o consumo per capita de gasolina nos Estados Unidos, cerca de 5 vezes
superior à média global", disse ele. "O mundo menos desenvolvido, compreensivelmente, pretende
trazer seu padrão de vida a um nível semelhante ao dos países altamente desenvolvidos; em
contrapartida, eles devem estabilizar suas populações crescentes."


16/09/2010
EAB promove workshop internacional sobre operação e manutenção de parques eólicos na Argentina
De 4 a 6 de novembro ocorrerá em Comodoro Rivadávia, na Argentina, o COMODOROWIND 2010, um workshop internacional sobre operação e manutenção de parques eólicos, que conta com a participação do grupo EAB. Maiores informações podem ser encontradas no site http://www.vientosdelapatagonia.com/comodorowind2010/


10/09/2010
Maior geração de energia está ligada ao campo, diz presidente da EPE

A geração de energia pode ser uma alternativa para aumentar a renda na
produção rural. A opinião é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética
(EPE), Maurício Tolmasquim. Ele participou, nesta quinta, dia 9, do Sétimo
Congresso Brasileiro de Planejamento Energético, em São Paulo.

O encontro, cujo tema principal dos debates é a construção de uma nova matriz
energética, vai até esta sexta. As projeções para os próximos 10 anos mostram
que o Brasil precisa produzir mais de 60 mil megawatts para suprir a demanda
de energia.

Para os especialistas reunidos no congresso, existem desafios para a construção
de uma nova matriz energética no país. Um deles é aliar a necessidade de se
produzir mais energia com a preservação do meio ambiente, já que a maior
parte do potencial hidrelétrico brasileiro se encontra no bioma amazônico. Para
o presidente da EPE, a alternativa está no campo, em fontes renováveis, como a
biomassa e a energia eólica. Tolmasquim lembra que dos 45 mil megawatts
contratados através de leilões nos últimos cinco anos, 72% foram de energia
renovável.

– A biomassa é produzida a partir do bagaço da cana-de-açúcar, que existe nos
Estados de São Paulo, Mato Grosso. Estas regiões, que têm destilarias, têm
grande potencial de gerar energia elétrica. Também tem os parques eólicos, que
podem ser no meio de propriedades rurais e ter geradores na propriedade
gerando renda para o produtor. A expansão que está havendo na capacidade de
geração trará grande benefício para a população rural, que pode aumentar sua
produtividade e, com isso, aumentar sua renda.


31/08/2010
Preço do leilão torna energia eólica viável no mercado livre
O preço alcançado pelos parques eólicos nos leilões de reserva e de fontes alternativas - uma média de R$130,86 por MWh - coloca a fonte em um patamar de tarifa abaixo do que é praticado hoje para energia incentivada no mercado livre. Com isso, abre-se a possibilidade de maiores ganhos para os empreendedores - que poderão vender excedentes a esses consumidores - e interesse no mercado, de negociar preços mais atrativos. Questionado sobre a comercialização da produção das eólicas no Ambiente de Contratação Livre (ACL), o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, afirmou que "não há duvidas" sobre a viabilidade dos negócios. "Temos que apenas interagir com o governo de forma a pactuar a contabilização dessa energia", avalia Simões. Para ele, seria interessante fazer essa contabilização em períodos mais longos, o que ajudaria a mitigar as incertezas quanto à entrega da produção pelas usinas. O presidente da comercializadora Coomex, José Amorim, afirma que os parques de geração a partir do vento passaram a ser viáveis para o ACL, mas também espera por uma melhor regulação para que os negócios na área engrenem. “Agora cabe aos ‘players’ criar estruturas contratuais competitivas, que dêem condições e sustentação financeira aos empreendedores, para deslocarem-se do Mercado Regulado para o Livre que é mais vantajoso porque pratica preço mais alto”, argumenta. Para Cristopher Vlavianos, sócio-diretor da Comerc, que também atua na comercialização de energia, há também um apetite dos consumidores pelos parques eólicos. "O preço do mercado livre está, em média, para uma energia de fonte incentivada, entre R$150 e R$155 por MWh - entre 10% e 15% acima do preço praticado no leilão", ressalta. Para o executivo, as comercializadoras terão papel chave para que as eólicas consigam fechar contratos no ACL. "Elas têm alguns mecanismos para amenizar a imprevisibilidade da geração, então cabe a elas viabilizar essa sazonalidade das usinas", explica. O diretor da Comerc, porém, acha difícil atender aos pedidos da Abeeólica, com contabilização da energia em períodos mais longos. "Hoje é difícil um consumidor que faça contrato com energia interruptível. Ele faz uma previsão da carga dele e quer que a energia seja entregue dentro daquele montante", ressalta Vlavianos. Para ele, a mediação do risco ficará justamente por conta das comercializadoras. Ainda assim, o executivo não tem dúvidas de que consumidores e empreendedores chegarão a um ponto em comum. "A biomassa, quando entrou (no mercado livre) também tinha dificuldade por conta de sazonalidade, mas o mercado foi se adaptando para viabilizar as usinas".


30/08/2010
Energia eólica é a mais barata do leião de reserva: R$ 122,69 por MWh

A terceira e última etapa do leilão de reserva, realizada nesta quinta-feira (26/08), foi a mais longa e
disputada, chegando ao final após quase cinco horas e meia. E foi também a fase mais surpreendente: ao final do certame, a energia eólica apareceu como a mais barata entre as fontes renováveis, fechando em um preço médio de R$122,69 por MWh - um deságio de 26,5% em relação à tarifa teto estabelecida, que era de R$167 por MWh.

O certame contratou mais 388,7MWmédios, que totalizam 801,7MW em capacidade instalada. A eólica
dominou também na quantidade, somando 20 projetos entre os 25 vencedores. O preço médio da concorrência ficou em R$125,07 por MWh. Entre os players, quem se destacou foi a Renova, com
93MWmédios negociados.

A usina mais barata do certame se tornou também o parque eólico mais barato do País. Com energia vendida a R$120,92 por MWh, o projeto Primavera, da PE Cristal, superou o recorde de R$130,43, que havia sido estabelecido nesta mesma quinta-feira pelas plantas Pedra Preta e Costa Branca. No primeiro leilão eólico, realizado em dezembro passado, o preço médio da fonte havia ficado em R$148 por MWh, com a usina mais barata fechando em R$131 por MWh.

“Neste leilão quebramos paradigmas. Sempre trabalhamos com a energia eólica como a mais cara entre as renováveis e ela se ostrou a mais barata”, afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, após o término do evento.

O diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Nelson Hubner, destacou a presença de “grupos
muitos fortes” na disputa e a predominância de agentes privados – uma vez que a presença estatal chegou a ser questionada pelo mercado em outros certames.

Apesar do destaque das usinas eólicas, as outras fontes também tiveram uma baixa significativa frente aos limites de tarifa. As PCHs fecharam o certame com um deságio de 15,6%, chegando a R$130,73 por MWh, abaixo dos R$155 da tarifa teto. Foram duas usinas contratadas, a Inxu (20,6MW) e a São Sebastião (9,9MW).

Já as usinas a biomassa chegaram a R$134,47 por MWh, registrando um deságio de 13,8% em relação ao preço máximo estabelecido, de R$156 por MWh. Três plantas conseguiram superar a concorrência: Pedro Afonso (80MW), São José Colina (83MW) e Quirinópolis (80MW).

A presença de poucas usinas da fonte entre as vencedoras levou o diretor da Aneel, Nelson Hubner, a
demonstrar sua insatisfação, afirmando que o setor merece uma “nota baixa”. “Temos insistido muito e feito muitos esforços, como as ICGs (Conexão Compartilhada de Geradoras), que demandaram muito trabalho da EPE (para ajudar a biomassa)”, lembrou Hubner.

Ao todo, foram negociados 58,311 milhões de MWh, o que representa uma movimentação de R$7,29 bilhões. As usinas vencedoras da disputa terão contratos para início de fornecimento em 2013.

Na primeira e na segunda etapa do certame, já haviam sido contratadas plantas para geração de energia em 2011 e 2012, respectivamente.


25/08/2010
Produção a partir de renováveis aumenta 90%

De acordo com os últimos dados disponibilizados pela Direção-Geral de Energia e Geologia, a produção total de energia elétrica, a partir de fontes de energia renovável, aumentou 90 por cento no primeiro semestre de 2010. O total da potência instalada renovável atingiu 9.321 MW, no final de junho.

O aumento é justificado, segundo a DGEG, pelo «comportamento da sua componente hídrica que, no segundo trimestre, ainda triplica a sua produção relativamente à verificada no trimestre homólogo do ano anterior.

Já a potência eólica instalada fixou-se em 3 802 MW, estando distribuída por 205 parques, com um total de 1.996 aerogeradores ao longo de todo o território continental. Segundo a DGEG, 38 por cento da potência instalada verifica-se em parques com potência igual ou inferior a 25 MW.

A subida da produção eólica nos primeiros seis meses do ano ficou a um ponto dos 50 por cento, relativamente ao período homólogo. Só em junho, a produção foi 42 por cento superior à do mesmo mês do ano anterior. Os distritos com maior potência instalada são Viseu, com 660 MW, Coimbra, com 508 MW e Castelo Branco, com 495 MW.


24/08/2010
Ventos favoráveis para grandes negócios

Os ventos estão favoráveis neste final de agosto para a geração eólica no país. Nos dias 25 e 26, o governo realiza dois leilões de energia que contemplam esta fonte. Num deles, chamado de leilão de reserva, foram habilitadas 316 usinas eólicas, somando 8.202 MW. O outro (A-3), com a energia prevista para entrar no mercado em 2013, foram 320 eólicas, com 8.304 MW. Para completar a força que esta alternativa mostra nos últimos anos, de 31 de agosto a 2 de setembro, a indústria estará reunida no Brazil Windpower 2010, uma grande conferência de negócios do segmento, com 50 empresas expositoras de diveros países.


E os indicativos mostram que os ventos continuarão soprando nos próximos anos pela força desta alternativa limpa. Com a atualização do mapeamento eólico do país, a cargo do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), projeta-se um potencia de 350 a 400 gigawatts. O parque instalado brasileiro de eólica, hoje, conta com 45 parques, que somam 794 MW de potência. O crescimento desde dezembro de 2008 ficou em 132,8%. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o mercado já tem contratados 1808 MW, devendo movimentar de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões, até julho de 2012.

Em entrevista exclusiva à Agência Ambiente Energia, o secretário-executivo da ABEEólica, traça um
panorama do atual momento do segmento de eólica, destacando pontos como tecnologias para aumentar a eficiência desta geração, potencial brasileiro, financiamento e conexão dessas usinas ao sistema elétrico, entre outros pontos.

Estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul estão mapeando seus potenciais
eólicos. Ao que o senhor atribui o interesse pela energia eólica?

Pedro Perrelli - A energia eólica é uma fonte limpa, não utiliza água no processo ou para resfriamento dos equipamentos, não gera gases de efeito estufa (GEE), favorece a fixação do homem no campo, pois gera renda e valoriza as propriedades nas quais são feitos os empreeendimentos. E, além disso, atua em harmonia com a agroindústria, pois permite a utilização das áreas para atividade agrícoloa e pastoris. No Brasil, ela é 100% complementar com a hidráulica, inclusive por localização regional.

Estima-se que o país tenha um potencial para instalar até 150 mil MW de energia eólica. É isso
mesmo?

Pedro Perrelli - Segundo o Atlas Eólico Brasileiro, elaborado em 2000 pela Eletrobras, publicados em 2001, e que está desatualizado, o potencial eólico identificado é de 143 GW. Hoje, o Cepel está estudando a atualização do atlas a partir de solicitação de estudo do Ministério de Minas e Energia.

Quanto temos hoje instalados?
Pedro Perrelli -
Hoje, o Brasil tem 45 parques eólicos instalados em operação, totalizando 794 MW de
potência instalada.

Se levarmos em conta que este potencial foi medido com torres menores e hoje já temos torres acima de 100 metros, este potencial pode chegar a quanto?
Pedro Perrelli -
A atualização do estudo poderá indicar um potencial que se situará em torno de 350 GW a 400 GW.

Um dos problemas para a expansão era a produção local dos equipamentos. Que impacto a chegada de
grandes fabricantes vai trazer para o setor?
Pedro Perrelli –
O maior efeito foi o aumento da competitividade a condições de vento presentes em cada área. A variação dos modelos de aerogeradores permitiu uma melhor adaptação e, consequentemente, uma maior produção de energia em cada área, tornando os preços mais competitivos.


A busca pela eficiência e mais rendimento é uma tônica de hoje em dia. O que há de novo em termos
de tecnologias para aumentar a produtividade das turbinas eólicas?
Pedro Perrelli -
Basicamente, hoje existem máquinas mais “inteligentes”, que proporcionam um aumento da força tirada do movimento cinético do ar e um melhor perfil aerodinâmico das pás. Podemos citar também o aumento da altura das torres eólicas e o diâmetro dos rotores.

Este mês, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou de 14 para 16
anos o prazo para amortização de empréstimo para fontes alternativas, como a eólica. O que esperar
desta medida?
Pedro Perrelli –
Um prazo maior de carência e de pagamento facilita o retorno dos investimentos. Esse
aumento iguala a condição entre a eólica e a hidráulica e isso é um sinal claro de que houve um forte
interesse por parte do governo para mostrar que essas duas fontes energéticas têm a mesma importância.


Pelo número de projetos de eólicas listadas nos próximos leilões de alternativas, que acontecem esta
semana, o preço da energia eólica está atraente. Eu posso fazer esta leitura ou o preço desta energia
ainda está aquém?
Pedro Perrelli -
Está no limite da competitividade atual do segmento (o preço nos leilões é 167,00/MWh).
Para que haja uma melhora, é necessário um regime tributário específico e que seja realizado, anualmente, um leilão exclusivo para a eólica com contratação média de 2.000 MW, durante 10 anos. Isso fará com que a base industrial cresça e o preço fique mais competitivo, como já aconteceu em outras indústrias como microinformática e a automobilística, para citarmos duas das mais significativas.

Vender excedentes para o mercado livre (voltado para os grandes consumidores de energia elétrica)
pode ter que impactos para os investidores em eólicas?
Pedro Perrelli -
Poderá ter um impacto maior, caso os preços sejam compensadores. Hoje, a ABEEólica está montanto um grupo de trabalho para estudar a implementação de energia eólica no mercado livre.

E a questão da conexão das usinas à rede está equacionada com os leilões de ICGs?
Pedro Perrelli -
Não está completamente equacionada, principalmente, pela falta de uma linha principal, quesirva como uma espinha dorsal, que facilite conexões futuras de novos parques, principalmente no Nordeste,
onde existe uma carência na capacidade de conexões na atual malha de transmissões.

O que teremos de novidades no Brazil WindPower 2010?
Pedro Perrelli –
Vários fabricantes de aerogeradores, além de novas empresas de outras especialidades que estão entrando no mercado brasileiro, terão estandes para mostrar produtos que não são conhecidos pelo público em geral. O Brasil possui grande destaque na América Latina, pois representa 65% da produção de energia desta região. Além disso, o evento contará com palestrantes como Ricardo Simões, presidente da ABEEólica, Stve Sawyer, presidente da GWEC, e Stephen Miner, da AWEA.


19/08/2010
Mais de 92 por cento dos parques eólicos propostos foram aprovados nos últimos cinco anos

Agência lusa – 18/08/2010


O Ministério do Ambiente aprovou, nos últimos cinco anos, a quase totalidade dos projectos apresentados
por empresas para construção de parques eólicos em Portugal, o que se traduzirá em 2409 megawatts de
potência produzida através de energia renovável.

“Nos últimos cinco anos o Ministério do Ambiente aprovou mais de 92 por cento [92,39 por cento] dos
parques eólicos que foram objecto de Avaliação de Impacte Ambiental”, declarou a ministra Dulce Pássaro esta segunda-feira, dia em que foi emitida a Declaração de Impacto Ambiental para o parque eólico do Guardão, em Tondela.


Dulce Pássaro sublinhou que “o setor das eólicas é uma aposta que veio para ficar”, não só pelos seus
benefícios ambientais, mas também como contributo para “a economia nacional, que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidas em Portugal”.


Só este ano, foram aprovados nove parques eólicos, mas o maior impulso foi dado entre 2007 e 2008, com a aprovação de 17 e 18 parques eólicos, respectivamente.


“Portugal vai continuar a apostar nas energias renováveis como forma de continuar a reduzir as emissões de gases com efeito estufa e os gastos com a importação de petróleo”, garantiu Dulce Pássaro.


12/08/2010
Governo promove leilão de energia alternativa no fim do mês

O governo federal pretende garantir o fornecimento energético de quase 11 mil
megawatts de fontes alternativas a partir de 2011. Nos dias 25 e 26 deste mês
serão realizados leilões para empresas interessadas em fornecer energia
produzida por usinas eólicas, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas
(PCHs).

Os processos de habilitação técnica dos participantes foram concluídos hoje (11) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que fará duas modalidades de leilão, ambos pela internet. Os competidores poderão participar nos dois leilões.

O primeiro ocorrerá dia 25 e vai selecionar propostas para energia de reserva, que aumente a segurança de fornecimento aos consumidores. Foram qualificados 366 empreendimentos, totalizando uma oferta de 10.745 megawatts - 8.202 de eólica, 2.375 de biomassa e 168 de PCHs. Esses empreendimentos terão de entregar energia a partir de setembro de 2013.


No dia 26, será realizado o leilão A-3, para empreendimentos que entrarão em operação a partir de janeiro de 2013, incluindo 8.304 de eólica, 1.824 de biomassa e 287 de PCHs. No caso das térmicas de biomassa, o início de operação poderá ser feito já a partir de setembro de 2011. Entre as fontes de biomassa estão termelétricas movidas a bagaço de cana-de-açúcar, resíduos de madeira e capim-elefante.


O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, ressaltou a importância das fontes alternativas pela
complementação que oferecem ao sistema. “São excelentes fontes complementares à hidroeletricidade. Na energia eólica, os ventos sopram mais fortes no Nordeste justamente quando os reservatórios estão mais baixos. Da mesma forma, a safra da cana-de-açúcar no Sudeste ocorre quando há menos água nos
reservatórios.”


Segundo ele, o potencial eólico estimado no país é de 140 mil megawatts, o que corresponde a dez usinas de Itaipu, mas pode chegar ao dobro. “O potencial real pode ser ainda maior. O potencial medido foi em torres de 50 metros de altura e hoje já se constrói aerogeradores até 120 metros de altura, onde os ventos são mais fortes e constantes”, disse o presidente da EPE.


Ele estimou em 10 mil megawatts o potencial de energia da biomassa. Esse valor deve aumentar nos
próximos anos, com as mudanças na colheita da cana, que deixará de ser com uso do fogo para ser
unicamente mecanizada. “Com o fim das queimadas, esse potencial deve aumentar, porque as folhas e partes do vegetal que hoje são queimadas vão poder ser aproveitadas”, afirmou Tomasquim.


11/08/2010
CEEE fará mapeamento eólico da região sul

Jornal da Energia – 10/08/2010

A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-
GT) anunciou nesta segunda-feira (09/08), a contratação da empresa Inova
Energy, para a realização de estudos dos fenômenos atmosféricos para
determinação da velocidade do vento.

Os estudos fazem parte da primeira fase do projeto de prospecção de energia
eólica da companhia. Após o processo de análise, serão elaborados dois mapas
eólicos da região sul do Estado do Rio Grande do Sul. Um em Bagé e outro
entre Rio Grande e Pelotas, com áreas de 225 km², cada. Esses mapas,
juntamente com as visitas técnicas a serem realizadas, irão determinar os locais
mais favoráveis para implantação dos sistemas de monitoramento eólico.

De acordo com a Divisão de Expansão da Geração da CEEE, a previsão é de
que o estudo seja concluído até o início de setembro. A segunda fase,
denominada de campanha de medição, será composta por aquisição (em fase de
licitação), instalação e operação de equipamentos de medição de ventos
(anemômetros, windvanes, dataloggers, etc) e irá se estender entre 12 e 18
meses.

A terceira e última fase do trabalho é o projeto de parques eólicos. Além dos
estudos de micrositing (posicionamento dos aerogeradores), estão previstos,
ainda, a Certificação de Medições Anemométricas, a simulação da Produção
Anual de Energia e o Memorial Descritivo dos parques eólicos, entre outros.

Após a finalização do estudo, o Grupo CEEE irá encaminhar os documentos
para registro na Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) e na Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para que os projetos sejam
disponibilizados para venda em leilões de energia.


16/06/2010
Regras para o Leilão de Eólica

DCI – 15/10/2010

O Ministério de Minas e Energia publicou ontem no Diário Oficial portaria com
as diretrizes e a sistemática do leilão de energia produzida por fontes
alternativas que o governo realizará nos dias 18 e 19 de agosto.

Centrais eólicas, usinas de biomassa e pequenas centrais hidroelétricas (PCHs)
participarão da disputa.


11/06/2010
EPI participa de debate sobre Energia Eólica

Jefferson Klein – Jornal do Comércio – Porto Alegre / RS – 11/06/2010

Depois de ser difundida no Litoral Norte do Estado, com a operação do parque de Osório, a energia eólica
começa a se expandir para outras regiões do Rio Grande do Sul. Um dos locais que está sendo avaliado para a instalação de novos empreendimentos é Porto Alegre.

A doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) que atua na consultoria técnica da
Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) Jussara Mattuella revela que no município existem, em processo de licenciamento ambiental, projetos que totalizam uma capacidade de geração de cerca de 600 MW eólicos. Essa potência equivale a aproximadamente 16% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul e cada MW eólico instalado implica investimentos da ordem de R$ 5 milhões. O prefeito José Fortunati, em sua viagem a Xangai, na semana passada, mencionou que grupos estrangeiros têm interesse em investir na geração eólica para atender à iluminação pública de Porto Alegre.

Uma prova de que a ideia é viável é dada pelo pesquisador do Grupo de Desenvolvimento em Energias
Renováveis (GDER) da Ufrgs Wagner Bordignon, que confirma que a Capital gaúcha verifica ventos
constantes próximo ao Guaíba. Ele acrescenta que o GDER trabalha em um estudo para implementar um
aerogerador de pequeno porte no Morro do Osso, que fornecerá energia para o local e servirá para a
educação ambiental dos visitantes. A expectativa é de que o equipamento seja instalado no segundo
semestre.Para Bordignon, os modelos de pequenos parques eólicos, desenvolvidos em nações como a Argentina e oUruguai, podem ser adotados no Rio Grande do Sul.

O diretor-técnico da EPI Energia Projetos eInvestimentos, Jorge Lewis Esswein Jr., argumenta que Porto Alegre tem um grande potencial para desenvolver a geração eólica em edifícios residenciais e comerciais, com a colocação de equipamentos nos topos dessas estruturas. A EPI, entre outros serviços, desenvolve projetos de geração de energia distribuída. Nesse conceito, explica o dirigente, o consumidor pode suprir sua própria demanda de energia. Um sistema para gerar uma capacidade de 1 KW tem um custo aproximado de R$ 10 mil. Esswein Jr. relata que as soluções podem atender tanto às necessidades de clientes residenciais quanto industriais.


Jussara, Bordignon e Esswein Jr. participaram na quinta-feira do 2º Energia em Debate, evento realizado na sede do Grupo CEEE, que teve como tema Energia Eólica em Porto Alegre: Uma Possibilidade?. Jussara, na ocasião, também destacou que os países em desenvolvimento, como o Brasil e a China, estão realizando grandes investimentos na área de energia eólica. No Brasil, ela salienta que existe um modelo institucional para promover a expansão dessa fonte. Jussara lembra que, após o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), que previa a compra de geração eólica por parte da Eletrobrás, foram feitos leilões para a comercialização da energia. "Hoje é irreversível o uso da fonte eólica no País", defende Jussara.


20/05/2010
Representantes do setor energético defendem realização de novos leilões de energia eólica

Agência Brasil – 19/05/2010


 Cinco meses após a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ter promovido o primeiro leilão brasileiro de energia eólica, representantes do setor energético avaliam a iniciativa como um sucesso e defendem a realização de novos leilões como forma de o governo estimular os investimentos nesta fonte deenergia limpa e renovável e, assim, diminuir o preço final.
 Durante audiência pública realizada nesta terça-feira (18/5) pela Comissão de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse que o leilão representou a superação da ideia de que, embora seja vantajosa do ponto de vista ambiental, a produção de energia eólica não era economicamente atrativa, já que custaria muito mais que a energia térmica ou a hídrica.
 “Nós quebramos um paradigma. Como o leilão atraiu muitos investidores, a competição fez com que os
preços baixassem”, afirmou Tolmasquim, se referindo aos R$ 148,39 a serem pagos, em média, pelo
megawatt/hora (MWh). Na época, o Ministério de Minas e Energia havia fixado um teto de R$ 189 o MWh e todos os projetos cujo preço ultrapassava este valor foram descartados.
 “Vimos que temos condições de desenvolver, no Brasil, a energia eólica de forma a competir com outras
fontes. Acho que, agora, a tendência é esta indústria se desenvolver”, concluiu Tolmasquim.
 Para o presidente da Associação Brasileira de Produção de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo Simões, o
leilão está trazendo bons resultados para a indústria brasileira, que, com a segurança dos contratos já
assinados, vem investindo na ampliação e na melhoria de seus parques. Contudo, para Simões, o governo ainda pode auxiliar o setor com relação aos custos.
 “Para que possamos manter esta indústria de forma competitiva, é necessário manter os leilões exclusivos [para a energia eólica] por, pelos menos, dez anos, contratando nos mesmos patamares que foram contratados em dezembro de 2009 [1.805,7 megawatts]”, defendeu Simões, que também reclamou dos custos para os empresários brasileiros.
 Já para o presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia Elétrica (Anace), Carlos Faria, o ideal seria que a energia eólica – hoje adquirida pelo governo como estoques a serem usados quando é necessário complementar a energia contratada pelas distribuidoras – passasse a ser oferecida também ao consumidor, que poderia se beneficiar da livre concorrência entre as empresas.
 “O que queremos é justamente que o consumidor possa negociar diretamente com o gerador desta energia, beneficiando-se da livre negociação para obter melhores preços e contratos”, disse Faria. “Além disso, reafirmamos que é necessária a continuidade nos investimentos e na realização dos leilões”.
 De acordo com Tolmasquim, um novo leilão englobando diversas fontes de energias renováveis, como a
biomassa, além da eólica e solar, será realizado no segundo semestre, possivelmente em agosto. No primeiro leilão exclusivo para a energia eólica, chegou-se ao número de 441 empreendimentos inscritos, dos quais 71 projetos foram contratados.


23/03/2010
Leilão de reserva: fontes de energia não disputarão entre si

Jornal da Energia – 22/03/2010

O leilão de reserva para fontes alternativas de energia, que deve acontecer em junho deste ano, não  deve promover disputa direta entre eólicas, pequenas centrais hidrelétricas e térmica a biomassa. De  acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, talvez o  certame oferte três tipos de produtos diferentes.

"Elas têm características diferentes, não dá para colocar uma competindo com a outra. Mas é claro que iremos definir a demanda de cada produto em função do preço que será ofertado. Aquelas mais  competitivas, nós vamos contratar mais. A ideia é contratar os três tipos de fonte, a não ser que alguma  fonte esteja muito cara", afirmou o executivo, que visitou nesta quinta-feira (18/03) a usina hidrelétrica  de Santo Antônio, em Porto Velho (RO).


19/03/2010
Leilão de fontes alternativas deve acontecer em junho, segundo EPE

Agência CanalEnergia – 18/03/2010

O leilão de fontes alternativas onde estarão presentes PCHs, eólicas e usinas à biomassa está previsto  para acontecer em junho, segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética. De acordo com o  presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, essas fontes estarão no mesmo leilão, mas não  necessariamente vão competir juntas.

"Talvez sejam três produtos ofertados no mesmo leilão porque as características de cada fonte são  diferentes. Então não dá para colocar uma competindo com a outra", disse. Ele acredita que as fontes  que tiverem menor preço serão mais contratadas do que as fontes que forem menos competitivas.  Tolmasquim participou da inauguração da nova fábrica de equipamentos, oriunda de joint venture entre a  Alstom e a Bardella, em Porto Velho (RO).


19/03/2010
Demanda do leilão de renováveis está aquecida, diz EPE

Jornal da Energia – 18/03/2010

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu cadastro de um "número significativo" de projetos de fontes alternativas de energia elétrica, que englobam as as usinas de biomassa, eólicas e pequenas  centrais hidrelétricas (PCHs), para o leilão de reserva que será realizado no segundo semestre.

De acordo com o diretor de estudos de energia elétrica da EPE, José Carlos de Miranda Farias, o número  de empreendimentos inscritos já viabiliza o certame. “Já tenho bastantes projetos, mas por hora, um  número relativamente pequeno. A maior parte chega três dias antes do fim do prazo para o cadastro”,  disse o executivo.

O prazo de cadastramento dos empreendimentos, que se encerraria em 08 de março, foi ampliado para  15 de abril. “Têm muitos projetos que já estavam no leilão anterior (de eólicas). Agora, eu tenho que dar  mais tempo para os empreendedores. O pessoal está trabalhando para melhorar os projetos e  torná-los mais competitivos. Agora é hora de negociar ou até rever a própria certificação para aumentar o  fator de capacidade. Nós esperamos muitos projetos”.


17/03/2010
Especialistas apresentam sugestões para que a Copa do Mundo seja sustentável e sócio-ambientalmente responsável

Agência Senado – 16/03/2010

Especialistas convidados apresentaram Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e  Fiscalização e Controle (CMA) sugestões para um projeto de lei que tenha como objetivo tornar as obras  necessárias à realização da Copa do Mundo sustentáveis e responsáveis social e ambientalmente. A  audiência pública, realizada nesta terça-feira (16), foi a primeira do seminário A Copa do Mundo de  2014: Normatização para Obras Sustentáveis, promovido pela CMA.

Os quatro especialistas convidados defenderam a aprovação de dois projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional: o PL 630/03, que institui um fundo especial para financiar pesquisas e fomentar a produção de energia elétrica e térmica a partir da energia solar e da energia eólica, de autoria do  deputado Roberto Gouveia (PT-SP), e o PLS 311/09, que institui o Regime Especial de Tributação para o  Incentivo ao Desenvolvimento e à Produção de Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Reinfa) e  estabelece medidas de estímulo à produção e ao consumo de energia limpa, de autoria do senador  Fernando Collor (PTB-AL).

Energia Solar
O professor da Universidade de São Paulo (USP) Roberto Zilles defendeu a expansão do uso da energia  solar no Brasil, ou seja, a conversão da luz do Sol em eletricidade. Ele disse que a produção de painéis  solares (que captam a luz) vem aumentando aceleradamente no Brasil e o setor necessita de  regulamentação legal e apoio dos governantes. Zilles afirmou que o custo desse tipo de geração de  energia ainda é caro, mas vem diminuindo a cada ano e, em pouco tempo, será uma alternativa  energética lucrativa para o país.

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Ricardo Rüther informou que a tecnologia  de células fotovoltaicas (que formam os painéis solares) já existe há mais de 50 anos e são utilizadas,  por exemplo, nos satélites de comunicação que orbitam a Terra. Ele defendeu o conceito de "estádios solares" e "aeroportos solares" para o Brasil, ou seja, os estádios de futebol e aeroportos que serão  reformados ou construídos para a Copa do Mundo de 2014 receberiam grandes painéis solares  incorporados à sua arquitetura, o que geraria energia suficiente para que funcionem sem problemas.

Rüther disse que a colocação de painéis solares em edificações (casas, prédios, estádios e até coberturas  de estacionamentos) tem capacidade de gerar energia elétrica para o consumo da própria  edificação com sobras, que seriam utilizadas, por exemplo, para abastecer os futuros carros elétricos. Ele  e os demais palestrantes defenderam mudanças na legislação para que o consumidor possa gerar sua  própria energia por meio de painéis solares, até mesmo vendendo o excedente para a concessionária de  energia elétrica. Essa medida, proibida atualmente por lei poderia ser adotada por meio de "tarifas  prêmio" (o cidadão continua consumindo energia da concessionária de energia elétrica, mas teria  descontos por vender a energia que gerasse por meio dos painéis colocados no telhado de sua  residência).

O professor da UFSC também a geração, por todos os aeroportos brasileiros, de sua própria energia por  meio da captação solar e disse que o Poder Público poderia dar o exemplo e passar a usar carros  elétricos nas frotas de veículos de empresas públicas. Rüther também informou que um hectare (100  metros quadrados) de lavoura de cana de açúcar gera combustível suficiente para um carro popular rodar  cerca de 43,8 mil quilômetros por ano, enquanto que, se a mesma área servisse para captação de  energia solar, seria gerada eletricidade para fazer um carro popular elétrico rodar mais de 9 milhões de  quilômetros.

Energia Eólica
O engenheiro José Tadeu Matheus, representante da Associação Brasileira das Empresas de Energias Renováveis (Abeer), defendeu a expansão no Brasil não só da energia solar, mas também da energia  eólica (geração de eletricidade pelo aproveitamento dos ventos). Ele disse que o potencial eólico  brasileiro é de mais de 143 GigaWatts, "o equivalente a dez Itaipus". Matheus afirmou que a energia  eólica é usada no Brasil há 11 anos e em vários estados, como Ceará, Piauí, Paraíba, Rio Grande do  Norte e Santa Catarina, mas necessita de mais apoio do governo, principalmente para o desenvolvimento  da indústria nacional neste setor. Para ele, o "Brasil apresenta imenso potencial eólico  e solar".

O presidente do Grupo Sustentax, Newton Figueiredo, defendeu a importância de as obras para a Copa  de 2014 serem sustentáveis e também responsáveis, tanto ambientalmente quanto socialmente. Para  ele, essas obras devem ter como características, por exemplo, a racionalização do consumo de água e de  energia, a redução de impactos ambientais, respeito às necessidades de mobilidade das pessoas  com deficiência e dos idosos, implantação de áreas verdes, coleta seletiva de lixo, entre outras. Além  disso, acrescentou Figueiredo, devem ser priorizados os cuidados ambientais, o transporte público, o  apoio ao uso de bicicletas, iluminação eficiente, o controle da poluição gerada pelas atividades de  construção e a reutilização ou reciclagem dos resíduos gerados nessas obras.

A reunião foi conduzida pelo presidente da comissão, o senador Renato Casagrande (PSB-ES), e contou  com a participação de representantes de Tribunais de Contas dos estados que sediarão partidas da Copa  do Mundo de Futebol de 2014, dos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Cícero Lucena (PSDB-PB)  e de outros convidados.

O seminário A Copa do Mundo de 2014: Normatização para Obras Sustentáveis termina nesta  quarta-feira (17) com a participação de mais quatro palestrantes: Paulo Augusto Leoneli, do Ministério de  Minas e Energia; Marcelo Mesquita, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado,  Ventilação e Aquecimento (Abrava); Marcos Vinícius de Souza Alvim, da empresa de iluminação  Tecnowatt; e Sílvio Oliveira, da indústria de geradores Gerasol. A reunião será realizada na sala 6 da Ala  Nilo Coelho do Senado Federal às 14h.


16/03/2010
Energia eólica agrega 38.312 MW no mundo em 2009, segundo WWEA

Agência CanalEnergia – 15/03/2010

Montante representa crescimento de 31,7% na geração de energia eólica, que atualmente possui 159.213 MW instalados.

No mundo foram instalados somente no ano passado 38.312 MW de energia eólica, de acordo com um relatório publicado pela Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA). O montante representa um aumento de 31,7% na geração de energia eólica, que atualmente possui 159.213 MW instalados. 

Segundo a associação, o crescimento é o maior desde 2001 e há uma tendência dessa fonte de dobrar  sua capacidade instalada a cada três anos. Ainda de acordo com o relatório, a geração de energia eólica  mundial até o final de 2009 alcançou 340 TWh/ano, o equivalente a demanda total de eletricidade da  Itália ou a 2% do consumo global por energia elétrica. Os Estados Unidos continuam sendo o país com a  maior capacidade eólica instalada, seguido pela China e Alemanha. A Ásia é o continente com o maior  percentual de novas instalações eólicas, com 40,4%, seguido pela América do Norte, 28,4%, e pela  Europa, 27,3%.

A América Latina, segundo a WWEA, também tem apresentado crescimento, praticamente dobrando sua capacidade instalada, principalmente no Brasil e no México. A previsão é de que a capacidade eólica total instalada em 2010 seja de 200 mil MW, de acordo com o relatório da associação, e em 2020, de 1.900  GW.

Para ler o relatório na íntegra, acesse
http://www.wwindea.org/home/images/stories/worldwindenergyreport2009_s.pdf.


15/03/2010
Energia eólica cresce 31% em 2009, aponta associação

Jornal da Energia – 12/03/2010

A energia eólica teve em 2009 o seu maior crescimento anual desde 2001. Foram inaugurados em todo o mundo novos parques que somam 38.312MW em capacidade instalada, totalizando 159,2GW. O número corresponde a uma expansão de 31,7% da fonte, em comparação ao ano anterior.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11/03) pela Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), que publicou seu relatório anual sobre o setor. Segundo a entidade, o desempenho mostra uma  tendência da fonte em dobrar sua potência instalada a cada três anos.

A geração de energia eólica no mundo alcançou 340TWh em 2009 - o que equivale ao consumo total de eletricidade da Itália e a 2% da demanda global por energia. O relatório da associação prevê uma  expansão de 27,8% em 2010, com a potência instalada crescendo para 203,5 mil MW. Com base nessas  previsões, a WWEA acredita que seja possível chegar a 2020 com uma capacidade global próxima aos  2.000 GW em 2020.

O cenário apontado no estudo da associação mostra que Estados Unidos e China continuam à frente do  resto do mundo em relação ao desenvolvimento da fonte. Em 2009, os chineses foram responsáveis por  36% da capacidade eólica implantada no globo, com mais de 13.000MW. O país é seguido pelos  americanos, que construíram 25,9% da potência instalada ao longo do ano. Em terceiro lugar, e bem  distante dos dois, aparece a Espanha, com 6,4%.

Em porcentagem de crescimento no campo eólico, quem aparece como líder é o México, que quadruplicou  a potência eólica instalada. O país é seguido pela Turquia, que avançou 138,9% e pela  China, com 113%. Com essa expansão, a China ultrapassou Alemanha e Espanha para se tornar o  segundo país do mundo em capacidade de geração de energia a partir dos ventos, com 16,3% do  mercado. Em primeiro lugar aparecem os Estados Unidos (22,1%) e em terceiro a Alemanha (16,2%).  Apesar de não ter a liderança, a China é apontada pela WWEA como "locomotiva da indústria eólica  mundial" e "o maior mercado para novas turbinas" devido a seu acelerado ritmo de crescimento nos  últimos anos.

Os parques eólicos offshore, construídos em alto mar, também apresentaram um grande crescimento no período. Foram 454,3MW construídos no mundo, o que representa um avanço de 30,5%. Até o final do  ano,já estavam instalados 1.956MW offshore no globo, com maior concentração no Reino Unido, na  Dinamarca e na Holanda. Em 2009, a Dinamarca foi quem mais apostou na fonte, com 237MW em usinas implantadas - seguido pelo Reino Unido, com 104MW.

O mercado latinoamericano, por sua vez, foi o que apresentou a maior alta do setor. A energia eólica  cresceu 113,3% na região, alcançando uma capacidade instalada total de 1.406MW. A WWEA ressalta a  importância da expansão após anos de estagnação e atribui o resultado ao Brasil e ao México, que  implantaram, respectivamente, 600MW e 402MW em novos parques. "Especialmente o Brasil está em  posição de estabelecer-se como líder na região, por tem também uma indústria doméstica forte, que já  conta com empresas internacionais", analisa o relatório.


12/03/2010
Unicamp cria conversor para ligar painéis solares à rede elétrica

Inovação Tecnológica - Jornal da Unicamp - 10/03/2010

Engenheiros da Unicamp criaram o primeiro conversor eletrônico brasileiro capaz de conectar painéis solares diretamente à rede elétrica, o que deverá inaugurar uma nova etapa no aproveitamento da energia solar no país.

O conversor eletrônico de potência trifásico tem um grau de eficiência de 85%. Os primeiros testes foram realizados entre dezembro e janeiro no Laboratório de Hidrogênio (LH2) da Unicamp, onde já funciona uma planta-piloto de geradores alternativos conectada à rede da CPFL Paulista.

De acordo com Ernesto Ruppert Filho, que desenvolveu o conversor juntamente com seu colega Marcelo Gradella Villalva, não se tem notícia até o momento de nenhum outro conversor eletrônico similar no Brasil.

Substituição de importações

O protótipo foi testado com êxito numa instalação de painéis solares com capacidade de 7,5 kW. "Este conversor substituiu plenamente, durante o período de testes, os três conversores eletrônicos monofásicos adquiridos da empresa alemã SMA, que estão atualmente ligados a esses painéis solares", afirmou o professor.

Diante dos resultados promissores, o próximo passo é buscar parceiros interessados na industrialização do conversor.

Ainda que o protótipo tenha consumido R$ 15 mil, os pesquisadores calculam que, em escala industrial de produção, o conversor poderá alcançar um custo final aproximado de R$ 10 mil.

"Existem alguns componentes que poderiam custar muito menos, caso já estivéssemos em escala industrial. Se compararmos o custo final de R$ 10 mil com o custo do conversor importado, isso significa uma redução de um terço. É realmente muito vantajoso nacionalizar essa tecnologia," assegurou o pesquisador.

Conversor de potência

Villalva explica que todas as fontes renováveis de energia necessitam de algum tipo de conversor eletrônico de potência para permitir o aproveitamento adequado da energia elétrica produzida.

Os painéis solares fotovoltaicos geram energia elétrica na forma de corrente contínua, diferente da rede elétrica, que possui corrente alternada. O papel do conversor é transformar a corrente da forma contínua para a alternada.

Não existem equipamentos nacionais com esta finalidade para uso com painéis fotovoltaicos, o que causa uma dependência de tecnologia importada, como é o caso dos conversores alemães instalados no LH2. "Por este motivo resolvemos desenvolver um equipamento nacional. Atingimos a eficiência de 85%, no entanto o objetivo agora é chegar aos 90% para alcançar a tecnologia alemã," diz Villalva.

Entraves para a energia solar

Além do elevado custo dos painéis solares fotovoltaicos, ainda não se criou no Brasil a cultura da geração distribuída de energia. "Isso não foi ainda devidamente regulamentado para pequenos produtores," afirma o pesquisador. Nos países mais avançados é possível ter em casa um painel solar e um conversor eletrônico gerando energia junto com a rede elétrica.

A tendência mundial aponta para o uso de geradores alternativos - sejam solares, a células de combustível ou mesmo biogás - em escala residencial. O eventual excesso de energia gerada, depois de suprida a demanda da própria residência, poderá ser comercializada com as concessionárias de energia.

O conversor agora fabricado na Unicamp oferece o suporte tecnológico para que essa realidade possa começar a ser construída no Brasil. "Se não tivermos um produto próprio com tecnologia nacional, vamos continuar importando dos Estados Unidos e da Alemanha. Portanto, o gargalo está na tecnologia cara dos painéis, na inexistência de um mercado que force o barateamento dessa tecnologia no país e, por último, a ausência de tecnologia nacional de conversores eletrônicos." garantiu Villalva.

Matriz energética limpa

Além disso, o pesquisador menciona a necessidade de uma política de incentivo às fontes alternativas de energia. Há diversos projetos de lei tramitando no Legislativo a esse respeito. Quando realmente aprovados, o Brasil terá condições de se tornar um país com uma matriz energética inteiramente à base de energia limpa.

"No estado atual, isso não existe. Existem pequenos projetos, porém isolados. Não há uma massificação da energia alternativa limpa e isso é uma coisa desejável porque dispomos de muito sol e vento", disse. A energia eólica no Brasil tampouco depende apenas do vento.

Em nível mundial, a líder em tecnologia na área de energia solar é a Alemanha, onde já estão instalados 6.500 MW de geração fotovoltaica, o que significa metade da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu. Com níveis de irradiação solar superiores aos da Alemanha, o Brasil ainda tem uma geração de energia solar praticamente desprezível em sua matriz energética.

O fato de ter energia hidráulica em abundância também tem contribuído muito para a falta de investimentos em usinas de geração solar e energia eólica. Em termos de meio ambiente, contudo, a energia solar é claramente superior. A hidroeletricidade, mesmo considerada limpa, inunda grandes áreas agricultáveis e tem forte impacto sobre as populações locais.

Geração distribuída de energia

Ruppert afirma que, na Europa e nos Estados Unidos, a utilização de geradores de energia elétrica conectados à rede secundária de distribuição por pequenos consumidores individuais já é uma realidade.

A tecnologia de pequenos conversores para painéis solares fotovoltaicos é amplamente empregada e divulgada nesses países. Consumidores são incentivados e subsidiados por agências governamentais para a instalação de sistemas de geração residenciais conectados à rede elétrica.

Painéis solares e conversores eletrônicos para a conexão com a rede são produtos facilmente encontrados no comércio e acessíveis ao grande público nos países desenvolvidos.

Além das vantagens para o usuário, que passa a gerar sua própria energia, módulos fotovoltaicos com pequenos conversores eletrônicos de potência descentralizam o processamento da energia, diminuem custos e reduzem o risco de todo o sistema elétrico.

Integração dos painéis solares nos edifícios

Pequenos conjuntos de geradores fotovoltaicos podem ser instalados em qualquer ambiente em que haja incidência de raios solares, sem demandar áreas específicas, podendo ocupar telhados ou paredes.

"A integração dos painéis solares com a arquitetura predial é hoje uma prática comum e que rende bons resultados estéticos, ambientais e econômicos, pela energia elétrica gerada e pela redução dos custos de construção. Os módulos fotovoltaicos podem ser utilizados como elementos de acabamento arquitetônico, tornando seu uso ainda mais interessante", disse Ruppert.

Esses módulos podem ser instalados em quaisquer tipos de construções, como residências, condomínios, escolas, creches, hospitais e outros locais públicos, uma vez que não há grandes restrições de espaço para instalação e não há emissão de ruídos, resíduos, ou qualquer tipo de poluição.

No caso brasileiro, o professor aponta que o melhor aproveitamento da energia solar depende basicamente de dois fatores. Primeiro, da regulamentação e da atitude do governo para abraçar a geração fotovoltaica. E, segundo, do interesse da iniciativa privada em fazer os investimentos.


10/03/2010
Greenpeace divulga estudo com os benefícios das energias renováveis

Portal AquiAcontece – 09/03/2010

A busca por um mundo mais sustentável tem sido constante em empresas, órgãos governamentais e organizações sem fins lucrativos, já que o Planeta está esgotando seus recursos e meios de reposição,  além de desestabilizar o clima. Um novo estudo do Greenpeace, feito em parceria com o Conselho  Europeu de Energias Renováveis (Erec - sigla em inglês), mostrou que as redes elétricas do mundo  poderiam ser transformadas e suportar uma matriz elétrica com 90% de energia renovável, em 2050. A  transformação, alcançada com um nível modesto de investimento, segundo a ONG, “é uma grande  oportunidade de negócio para empresas de tecnologia, o que permitiria cortes gigantescos nas emissões  de gases do efeito estufa”. Um cenário que poderia garantir o fornecimento de energia no futuro de  forma amigável com o clima do planeta.

No relatório, há uma comparação de 30 anos de dados meteorológicos, com as curvas anuais de  demanda da Europa. Elas demonstram que, com a rede elétrica em uso, há apenas uma chance de 0,4%  - ou 12 horas por ano - que a alta demanda ocorra quando a geração solar e eólica é baixa. O  reforço proposto para a rede retiraria esta pequena incerteza, garantindo um fornecimento constante. O  estudo explica ainda “como redes elétricas inteligentes (smart grids, em inglês) locais e regionais  poderiam ser conectadas de forma eficiente com uma super rede (super grid) de alta voltagem, para  garantir um fornecimento ininterrupto e confiável de eletricidade, sem ativar usinas térmicas a carvão ou  nucleares”. No Brasil, o alto potencial de fontes renováveis (solar, eólica e biomassa), certamente  garantiria a mesma oferta confiável de energia projetada para a Europa, segundo o relatório.

Abaixo, é possível conferir as informações divulgadas pelo Greenpeace, sobre os diferentes tipos de  fontes de energia renováveis.

O PODER DO VENTO

O vento existente nos seis continentes do planeta é suficiente para suprir o consumo mundial de energia  em mais de quatro vezes o nível atual de consumo. A energia eólica já é uma história de sucesso e gera eletricidade para milhões de pessoas, empregos para dezenas de milhares de seres humanos e bilhões  de dólares de lucro.

- Na China, a capacidade de geração de energia através do vento dobrou em 2002.
- Desde o início dos anos 70, o governo dinamarquês apóia o desenvolvimento e a implementação de  uma forte indústria de energia eólica, com abatimentos em impostos e investimentos públicos. Na  Dinamarca, existem mais pessoas trabalhando na indústria de energia eólica do que na pesca.
- Na Mongólia, geradores portáteis de energia eólica são bastante usados por povos nômades em  lâmpadas, rádios e outros aparelhos elétricos.

O PODER DO SOL

A luz solar que ilumina a Terra a cada hora é suficiente para suprir as necessidades humanas por um ano inteiro. Há muitas maneiras de utilizar esta fonte de energia:

- Coletores solares térmicos, que podem aquecer a água e o ar para casas e instalações industriais; ou  energia solar fotovoltaica (PV), que gera eletricidade diretamente a partir da luz do sol. Simples,  confiável, segura e silenciosa, é uma eletricidade livre de qualquer poluição.
- Países em desenvolvimento instalaram mais de um milhão de sistemas domésticos de energia solar.
- Existem aproximadamente 150 mil sistemas domésticos de energia solar no Quênia, mais de 100 mil  na China, 60 mil na Indonésia e mais de 300 mil lanternas solares na Índia.

O PODER DA BIOMASSA

Plantações podem ser cultivadas especificamente para a produção de combustíveis e a compostagem de material vegetal também pode ser usada para produzir gás metano, que, por sua vez, pode ser utilizado  como combustível. No entanto, cultivos geneticamente modificados não devem ser usados com essa  finalidade, bem como não devem haver emissões tóxicas (provenientes, por exemplo, do uso de  agrotóxicos) resultantes da queima desse tipo de combustível. Resíduos florestais e agrícolas também  podem ser usados para produzir eletricidade e aquecer, sem causar o aumento dos níveis de CO2.

O PODER DAS PEQUENAS HIDROELÉTRICAS

Os projetos de usinas hidroelétricas de pequena escala usam o fluxo natural das águas dos rios para  gerar eletricidade. Unidades hidroelétricas familiares contam com pequenas turbinas que usam o fluxo da  água para gerar eletricidade para casas.

- Mais de 100 mil famílias no Vietnã usam pequenas turbinas de água para gerar eletricidade.
- Mais de 45 mil pequenos projetos de pequenas hidroelétricas estão sendo usados na China, gerando  energia para mais de 50 milhões de pessoas.


05/03/2010
Leilão de alternativas em junho

Tamires Tamanhoni – Portal Energia Hoje – 04/03/2010

O leilão de energia somente com fontes alternativas será realizado em junho, informou nesta  quarta-feira (4/3) o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, durante evento no Rio. O pregão, pela  primeira vez, envolverá eólicas, PCHs e Biomassa. A expectativa da EPE é de que haja projetos em  número suficiente para atender à demanda.

Em dezembro do ano passado, no primeiro leilão de eólicas, o Ministério de Minas e Energia tentou  realizar pregão semelhante, mas por falta de projetos consistentes, principalmente na área de biomassa,  não foi possível alternar as fontes.

O primeiro leilão de reserva voltado exclusivamente para a fonte eólica, realizado no dia 14 de  dezembro, comercializou 1.805,7 MW médios de 71 empreendimentos espalhados pelo país,  principalmente na região Nordeste. A concorrência teve um preço médio de venda de R$ 148,39/MWh,  deságio médio de 21,5% na comparação com o preço-teto, que era de R$ 189/MWh. Ao todo, o leilão  comercializou R$ 19,59 bilhões em contratos para entrega de energia durante 20 anos, válidos a partir de  1° de julho de 2012.

A projeção da EPE é a contratação de 3.241 MW de energia eólica até 2012, cerca de 79% mais em  relação ao que já foi contratado. Para 2020, A EPE prevê que 44,2% de toda a energia gerada no Brasil  venha de fontes alternativas, inclusive eólicas.


05/03/2010
Prorrogado o prazo para leilão de eólica

Paulo Silva Júnior – DCI – 04/03/2010

O Ministério de Minas e Energia atendeu ao pedido dos segmentos eólico e de biomassa e prorrogou o  prazo de inscrição para o leilão de reserva do segundo trimestre - que inclui também as pequenas  centrais hidrelétricas - para 15 de abril, mais de um mês após o limite inicial que iria expirar na segunda,  8.

Conforme a reportagem do DCI adiantou ontem, o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, aceitou a  idéia de que os empreendedores estão em vias de aperfeiçoar os projetos para torná-los mais  competitivos para a disputa e poderiam precisar de um prazo maior que o previsto.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Lauro Fiúza, admitiu que buscou esse prolongamento do período entre os leilões - o primeiro exclusivo para eólicas aconteceu em dezembro passado - para que as companhias busquem melhor eficiência dos parques a fim de fazer frente diante  das fontes concorrentes no certame que deve ser promovido em junho.

A portaria do MME será publicada hoje no Diário Oficial. Conforme antecipou o DCI, o Ministério de Minas  e Energia atendeu o pedido dos segmentos eólico e de biomassa e prorrogou o prazo de inscrição para o  leilão de reserva.


04/03/2010
Energia eólica terá segundo leilão em junho

Juliana Elias – Brasil Econômico – 03/03/2010


O sucesso do primeiro leilão de energia eólica do país, realizado em dezembro, foi discutível. Apesar de uma oferta considerável - foram 339 projetos qualificados a participar somando 10 mil megawats (ou 14 vezes mais que os 700 megawats instalados atualmente) -, apenas 71 projetos, ou 1,8 mil megawats, foram contratados. O preço médio final de R$148 por megawat/hora, um deságio de 27% sobre o teto estipulado,também dividiu opiniões: para os produtores, seria baixo para bancar os investimentos; para o mercado, seriaalto para uma fonte renovável.


Divergências de opiniões à parte, o consenso é que , mesmo menor do que o esperado, o volume
comercializado foi relevante, e o simples fato de haver um leilão específico para a tecnologia de geração
relativamente jovem já foi uma conquista.


Pois nem três meses depois o governo já prepara o segundo leilão da fonte. Programado para junho, será voltado para fontes alternativas, e inclui também pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e usinas de
biomassa. As inscrições estão abertas na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e
Energia, até dia 8, mas devem ser estendidas para o dia 15 de abril.


Será também uma nova chance para os 8,2 mil megawats que concorreram no ano passado, mas não foram contratados. De acordo com o comunicado da EPE, publicado em fevereiro no Diário Oficial, estes projetos estão automaticamente aptos a participar do processo, desde que não sejam alterados. O edital, contendo o preço teto das fontes, será elaborado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sem previsão de publicação.


"Até agora há poucos inscritos, porque tem muita gente refazendo os estudos e buscando formas de torná-los mais competitivos", explica o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim. "Os leilões são um sinal de consolidação dessa fonte na matriz brasileira e a tendência é que se tornem cada vez mais frequentes", continua.


O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Lauro Fiuza, concorda. "Daqui para
frente, deve ter um ou dois leilões por ano", arrisca, "e devem, no mínimo, manter os mesmos patamares do primeiro". Naquela edição, os negócios totais somaram R$19,5 bilhões.

O dobro em 2010

A consolidação da energia eólica tem feito a fonte ganhar espaço, e rápido, no país. Sua participação na
matriz elétrica brasileira - um total de 105 gigawats, dos quais mais de 80% vem de fontes hídricas - é ainda pequeno: os 700 megawats dos parques já em funcionamento representam 0,6% da matriz total.


Só neste ano, no entanto, esta capacidade irá dobrar, alcançando 1,4 mil megawats, ou 1,2% da matriz,
segundo Fiuza. Até junho de 2010, entram ainda em funcionamento os 1,8 mil megawats contratados no
primeiro leilão, e aqueles que forem vendidos na rodada deste ano deverão ser entregues até setembro de 2013.


"Acrescentando uma média de 1 mil megawatts ao ano, chegamos em breve a 5%", calcula Fiuza. Na
Europa, dimensiona, a meta é que o vento chegue a 30% da matriz até 2030 - "mas é uma situação diferente do Brasil, onde 80% da geração já é de fonte renovável. A média mundial é 18%".


Para o Brasil, a importância das fontes alternativas está em garantir o fornecimento constante, já que as
hidrelétricas nem sempre estão aptas a gerar o máximo de sua capacidade, reféns do período de chuvas.
Fontes como eólica, biomassa, solar e as termelétricas (a gás ou a óleo), são utilizadas no Brasil como
energia reserva - suas usinas são ativadas quando é necessário complementar o fornecimento das
hidrelétricas.


19/02/2010
Inocentes úteis

Agostinho Rosa - 19/02/2010 - Inovação Tecnológica

A cada hora, a Terra recebe mais energia da luz do Sol do que o planeta inteiro consome em um ano. Ainda assim, a energia solar fornece menos de 0,1% da eletricidade consumida no mundo.

Embora as tão esperadas melhorias nas células solares estejam vindo em incrementos pequenos, estas inovações em bloco comprovam que o campo está em verdadeira efervescência.

O que é importante, porque o maior empecilho hoje alegado contra o uso intensivo da energia solar é o custo. Mas a comparação de custos aqui é a mais estreita possível, em termos unicamente de unidades monetárias por quilowatt gerado, sem qualquer consideração com o balanço ambiental.

Enquanto isto, os ambientalistas parecem ter mordido a isca daqueles que não desejam grandes mudanças na matriz energética mundial. Embora se achem revolucionários ao propor formas radicais de mitigação dos gases de efeito estufa, eles se tornaram inocentes úteis, não percebendo que, ao concentrar suas ações unicamente nas formas de lidar com o carbono emitido, eles estão de fato validando e endossando a matriz emissora de carbono.

Talvez esteja na hora de dar menos importância a embates dogmáticos, que geram só calor e nenhuma luz, e assumir que queremos uma nova matriz energética para o próximo milênio não apenas porque nossos "relatórios sagrados" provam isto ou aquilo, com tal ou qual probabilidade de acerto, mas porque temos o direito de achar que o que vimos fazendo com o planeta até agora não é adequado e queremos mudar. E estamos dispostos a pagar o preço por isto - ou não estamos?


19/02/2010
Brasil: Quita de impuestos impulsa el desarrollo eólico

BOLETÍN INFORMATIVO DE LAWEA - 18 de Febrero 2010

Los fabricantes de equipos y de cualquier otro componente involucrado en la construcción de parques eólicos estarán exentos del pago tributario hasta enero del 2012.

El consejo de secretarías estatales de hacienda de Brasil, Confaz, firmó los documentos para la exención del impuesto el 20 de enero.
El recurso eólico cuenta con un potencial enorme en Brasil, con 338 MW de capacidad instalada, lo que representa tan solo el 0,3% del total generado.

Actualmente, el potencial de generación de energía eólica -utilizando tecnología para instalar torres mas elevadas, hasta de cien metros, donde la velocidad del viento es mayor- es superior a los 250.000 MW.

La primera subasta para contratar energía eólica tuvo tal atractivo que el Ministerio de Energía decidió modificar la fecha de la misma (estaba prevista para el 25 de noviembre). La gran cantidad de proyectos presentados – 441 en total que suman 13.342 MW de potencia – y el hecho de que la mayoría de estos entregaran las mediciones anemométricas sobre el cierre de las presentaciones, imposibilitó la conclusión de los análisis técnicos en el plazo previsto. El Gobierno prepara un plan que creará 71 proyectos para generar energía eólica. Los proyectos estarán en el sistema interconectado nacional, que representa 1.805 megavatios (MW) de potencia. Todos deberán comenzar a funcionar a finales de 2012, sumándose a los actuales 1.200 MW que la energía eólica ya genera en Brasil.

Las nuevas ‘granjas eólicas’, como se las llama, se instalarán en los estados de Rio Grande do Norte (23), Ceará (21), Bahia (18), Rio Grande do Sul (8) y Sergipe (1). El proyecto cuenta con un presupuesto de 9.400 millones de reales (6.700 millones de dólares) procedente de inversiones privadas.


18/02/2010
Segundo leilão anima eólicas

Jocélio Leal – O Povo – Fortaleza / CE – 17/02/2010

O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Lauro Fiúza diz que o setor vive dias  animados diante da intenção do Governo de promover um segundo leilão, ainda no primeiro semestre. Desde o primeiro leilão, em dezembro do ano passado, o Ceará perdeu liderança para o Rio Grande do  Norte, apesar do Estado possuir potencial três vezes maior para obtenção de energia a partir dos ventos. Segundo Lauro, o segundo lugar cearense se deve à atuação do Ministério Público. No Rio Grande do  Norte, diz ele, a relação é mais serena. “Lá o MP respeita as decisões do órgão estadual de meio- ambiente no licenciamento”. Em todo caso, hoje no Ceará não há nenhum projeto travado. Os dois  estados são responsáveis por cerca de 60% do potencial nacional. O ano passado marcou o pesado  investimento dos chineses na matriz eólica. Os chineses, marcados pela excessiva emissão de gases  poluentes, atentaram para um caminho também seguido tardiamente pelos Estados Unidos. Os norte- americanos, a propósito, vem de uma matriz energética dividida entre carvão (metade) e gás natural. Agora começa a mudar rápido.

Só lembrando: na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica  (Aneel) autorizou a operação comercial das 24 unidades geradoras da unidade II do Parque Bons Ventos Aracati & negócio capitaneado Lauro Fiúza. As unidades têm 50 MW de capacidade instalada.


Investimentos de R$ 242 milhões. Integra o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica.


18/02/2010
Hora da energia solar

Affonso Ritter - Jornal do Comércio/RS - 18/02/2010

A campanha para as eleições presidenciais deste ano bem que poderia dar maior ênfase à geração de energia eólica e solar. A primeira já vem sendo contemplada, ainda que em escala insuficiente. Mas quase não se ouve falar em energia solar neste país tropical que tem sol sobrando o ano inteiro. Diferentemente do que ocorre por exemplo na Alemanha de pouco sol, onde o governo subsidia fortemente a instalação de geradores solares em residências, antecipando o dinheiro que depois teria que investir em grandes usinas térmicas ou nucleares. O tema foi debatido semana passada na reunião da Unctad em Genebra, Suíça, com mais de 60 países-membros.

O Brasil esteve representado na reunião da Unctad por José Nilton Vieira, do Ministério da Agricultura. Para ele, países com mais de 50% da população em pequenas vilas ou comunidades rurais, a geração localizada parece mais viável, mas menos eficiente. Ela pode privilegiar o uso da biomassa (madeira, biodiesel, etanol).


12/02/2010
Andrade propõe regionalização dos próximos leilões eólicos

Jornal do Comércio – Porto Alegre/RS – 11/02/2010

O baixo preço alcançado no leilão de energia eólica em dezembro passado e as alternativas para  viabilizar os investimentos foram tema de reunião ontem na Secretaria de Infraestrutura do Estado. No  pregão realizado no ano passado, o preço de venda médio ficou em R$ 148,39 por MWh, um deságio de  21,49% em relação ao preço-teto definido em edital e inferior à expectativa do mercado, que esperava  valores entre R$ 170,00/MWh e R$ 180,00/MWh.

"Realmente foi uma surpresa", admitiu o secretário de Infraestrutura, Daniel Andrade. Para o dirigente, o governo federal errou ao não ampliar as compras no leilão, para assim forçar uma alta no preço do MWh. Andrade afirmou aos participantes que esteve no Ministério de Minas e Energia para propor a  regionalização do segmento de energia, que, segundo ele, é uma demanda compartilhada pelos demais  secretários da área do País. "Cada região tem uma potencialidade diferente, com vocação para Pequenas  Centrais Hidrelétricas (PCHs), eólica ou outras", disse. Para Andrade, essa é uma forma de  atender a demandas específicas, como é o caso de cadeias produtivas do leite, celulose, naval, agrícola e  metalmecânica, por exemplo. Além disso, o grupo propôs a organização de certames regionalizados  para compra de energia como forma de equalizar viabilidade e competitividade de empreendimentos no  Rio Grande do Sul em relação ao Nordeste do País.

O diretor da empresa Pampa Eólica, Christian Hunt, detalhou inclusive a possibilidade de que leilões  sejam divididos por jazidas no Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Ceará, estados onde há maior  potencial de vento.

O presidente da empresa Ventos do Sul, Telmo Magadan, sugeriu e o grupo aprovou a criação de fórum específico, coordenado pela secretaria, com o objetivo de discutir assuntos específicos do segmento  eólico.

No certame específico, efetivado em 14 de dezembro, projetos do Rio Grande Sul, localizados em Osório (ampliação do atual), Palmares do Sul e Santana do Livramento (novos), venderam 186 MW, aproximadamente 10% do total de 1.805,7 MW comercializados por empreendimentos de todo o Brasil. Mais cedo, um outro encontro entre representantes do Comitê de Operação e Planejamento do Setor  Elétrico do Rio Grande do Sul (Copergs) discutiu atendimento eletroenergético em território gaúcho,  especialmente depois de eventos climáticos registrados no Estado. Na reunião, o presidente do Grupo  CEEE, Sérgio Camps de Morais, afirmou que não houve apagão de energia neste ano. "Na área da CEEE,  na semana passada, quando se registrou forte calor, houve desligamentos pontuais. Dos 600 mil clientes  da CEEE em Porto Alegre, apenas de 4 mil a 5 mil clientes foram atingidos, em sistema de  rodízio, devido à sobrecarga em alimentadores. Foi uma decisão técnica", garantiu.


10/02/2010
Setor de energia eólica defende novos leilões para baixar preço

IG Notícias – 08/02/2010

Depois de ter sido realizado o primeiro leilão de energia eólica, em dezembro passado, o setor espera  que sejam realizados dois novos leilões em 2010 para impulsionar o crescimento do setor. Segundo  Pedro Perrelli, diretor executivo da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), há seis anos a  energia eólica era vendida por cerca de R$ 290 ou R$ 300 por megawatt/hora. “No leilão o preço médio foi de R$ 148,50 mgw/hora”, afirma. Ele defende que, com o crescimento da oferta de energia eólica, o  preço deve cair.

“A energia eólica pode ser complementar à hidrelétrica na época da seca. Nesse período, especialmente  no Nordeste, aumentam os ventos”, diz. Além disso, Perrelli acrescenta que a energia eólica é limpa,  renovável e não precisa de água para refrigerar os sistemas. “Isso é muito importante porque a água é  cada vez mais um bem precioso”.


09/02/2010
MME: leilão de reserva acontecerá no segundo trimestre

Carolina Medeiros – Canal Energia – 08/02/2010

O leilão de reserva em 2010 não será específico de uma fonte. Ele vai abranger empreendimentos de  fontes alternativas como PCHs, eólicas e biomassa, segundo portaria publicada nesta sexta-feira, 8 de  março, pelo Ministério de Minas e Energia. O certame está previsto para acontecer no segundo trimestre  do ano, com início de suprimento a partir de 1º de setembro de 2013.

Os empreendedores que pretenderem propor a inclusão de projetos no leilão, deverão enviar  documentação à Empresa de Pesquisa Energética até às 12 horas do dia 8 de março. Os projetos eólicos  habilitados pela EPE para o leilão de reserva de 2009 poderão requerer o cadastramento dos respectivos  empreendimentos, estando dispensados de documentos ainda válidos e vigentes, desde que mantidos  inalterados todos os parâmetros e as características técnicas dos referidos projetos.

A portaria estabelece ainda alguns requisitos adicionais para a participação de empreendimentos eólicos  no leilão: os aerogeradores a serem instalados no parque deverão ser máquinas novas, sem nenhuma  utilização anterior, e só serão aceitos aerogeradores importados se tiverem potência igual ou superior a  1,5 MW; independente da potência do parque, cumprirão requisitos de desempenho estabelecidos nos  Procedimentos de Rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico; apresentação, no ato do  cadastramento, do histórico de medições dos ventos, da estimativa de capacidade e da incerteza padrão  de geração anual declarada do parque eólico; entre outros.

Os empreendedores interessados em compartilhar Instalações de Transmissão de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada - ICG - deverão requerer cadastramento específico  junto à EPE. A eventual realização de licitações de ICG será definida após a realização de chamada  pública específica, a ser conduzida pela Agência Nacional de Energia Elétrica, conforme diretrizes do MME.


05/02/2010
Energia eólica

Agência Estado – 04/02/2010

Números divulgados ontem (3) pelo Conselho Global de Energia Eólica mostram avanço na quantidade de projetos de energia eólica no mundo, em 2009. A capacidade instalada cresceu 31% em 2009,  principalmente na China, o que representa três usinas de Itaipu.

Os Estados Unidos apresentam a segunda maior contribuição, de 9,9 GW, e seguem como o país com  maior capacidade de energia eólica no mundo, com 35 GW. A Europa instalou 10,5 GW no ano passado,  liderados por Espanha (2,5 GW) e Alemanha (1,9 GW).

O Brasil, que fechou 2008 com 400 MW instalados, agora conta com 660 MW de capacidade instalada. A conclusão das usinas contratadas pelo Proinfa (Programa Nacional de Incentivo às Fontes Alternativas) e  o impulso dado pelo primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, devem elevar  este número a 3 mil MW em 2012.


03/02/2010
Bons Ventos

Regina Alvarez – O Globo – 02/02/2010

Depois da contratação de 1.800 MW no leilão de energia eólica realizado em dezembro, a Associação Brasileira de Energia Eólica espera que o governo mantenha a contratação de, pelo menos, mais 1.000  MW por ano, para manter o setor aquecido. A expectativa é conseguir nos próximos 10 anos ocupar entre  6% a 8% da matriz energética do país.

Seria um crescimento forte em relação ao patamar atual, de 1%, mas ainda muito baixo na comparação  com outros países, como Dinamarca (22%), Espanha (16%), Portugal (13%). A China aumenta sua oferta  de energia eólica em 8.000 MW por ano.


01/02/2010
Brasil deve substituir térmicas por eólicas, diz ambientalista

Agência Brasil – 29/01/2010

O Brasil deve substituir as termelétricas por energia eólica e fotovoltaica na complementação de sua matriz energética para mantê-la limpa. Essa foi a ideia defendida pelo ambientalista Rubens Born, coordenador-executivo da organização não governamental Vitae Civilis, hoje (29), no Fórum Social Mundial Temático da Bahia.
Após participar de debate sobre mudanças climáticas, Born disse à Agência Brasil que o Brasil utiliza  apenas cerca de 2,5% de seu potencial eólico e que essa matriz precisa ser ampliada, mesmo que no  início custe mais caro. “Existe uma coisa chamada curva de aprendizado. No início custa mais, mas, à  medida que vai sendo produzido em larga escala, aquilo se torna mais barato. Foi assim com os  aparelhos celulares, com a televisão, com o computador. E o Brasil agora está baixando suas emissões  espontaneamente, mas vai chegar a hora que ele vai ser obrigado a fazer isso e é melhor que o país esteja preparado.”

Segundo Born, a instalação de equipamentos que geram energias alternativas pode ser mais cara, mas o baixo consumo, depois, compensa o preço. Ao lembrar que as termelétricas têm tido maior participação  nos leilões de energia, o ambientalista classificou de hipócrita o argumento comumente usado para  justificar o uso das térmicas, o de que faltam licenças ambientais para as usinas hidrelétricas. E critica os  projetos das hidrelétricas. “Os projetos para as usinas hidrelétricas são mal feitos, não levam em  consideração a questão ambiental e, por isso, têm problemas com as licenças. E depois, você pode  complementar com eólica ou fotovoltaica. Não precisa ser térmica”, defendeu.


Ele ainda elogiou a iniciativa do governo de baixar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para  os produtos com baixo consumo de energia. Segundo Born, ações de eficiência no consumo poderiam  reduzir em 43% a demanda por energia. “É de ações como essas que nós precisamos. Não dá para ficar  pensando apenas na oferta.”


01/02/2010
A energia eólica seria uma ótima alternativa ?

Willian Aparecido Martins – O Globo – 29/01/2010

Na época do crescimento desenfreado da revolução industrial, não foram levados em consideração vários fatores, dentre eles, o excesso das emissões dos gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono  (CO2). Em decorrência do elevado número de gases do efeito estufa emitidos diariamente, surgiram  várias conseqüências para o planeta, os quais se apresentam de diferentes formas e maneiras, como  doenças, aquecimento global, e derretimento de geleiras, acelerando um processo natural do planeta. Por sua vez, nações em desenvolvimento estão buscando estratégias de evoluir de forma sustentável,  mesmo com uma discreta lentidão, muitos estão se mobilizando em seminários internacionais para  discutir o assunto. A resistência em adotar métodos atuais para controlar a emissão dos gases do efeito  estufa ainda é muito grande, pois implica em várias mudanças, e toda mudança requer primordialmente  planejamento. Para que isso ocorra, é necessário se dispor a aceitar as novas condições de evoluir e  basicamente isso implica em mudança de hábitos. E a tendência é mudar a forma da exploração do uso  de energia insustentável.


A redução do consumo de energia é assunto que vem sendo discutido há vários anos de muitas formas,  desde simples campanhas educativas a seminários internacionais. Os hábitos podem começar a ser  transformados de forma simples e diária, como educação familiar sobre o excesso do consumo de  energia ou campanhas governamentais. Em busca de novas fontes de energia ou produção de energia de fontes renováveis, a eólica se destaca por sua produção sustentável, fonte inesgotável e principalmente  baixo impacto ambiental, comparando-se com as produzidas em hidroelétricas ou usinas termoelétricas.  É muito simples entender de onde surgiu o sistema básico da energia eólica, basta observar os barcos  movidos por velas impulsionadas pelo vento. É uma abundante fonte de energia renovável, limpa e  disponível em todos os lugares.


A energia eólica é hoje considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia,  principalmente porque é renovável, ou seja, não se esgota. Além disso, as turbinas eólicas podem ser  utilizadas tanto em conexão com redes elétricas como em lugares isolados. Entretanto, a energia eólica  ainda está no ranking de ser a ambientalmente mais sustentável e popularmente mais acessível. Ela  pode garantir 10% das necessidades mundiais de eletricidade até 2020, pode criar 1,7 milhão de novos  empregos e reduzir a emissão global de dióxido de carbono na atmosfera em mais de 10 bilhões de  toneladas. Após vários estudos recentemente realizados no Brasil, verificou-se o seu grande potencial  eólico, destacando que é possível produzir eletricidade a custos competitivos com centrais termoelétricas,  nucleares e hidroelétricas, com custo reduzido. Apesar de ser altamente sustentável, existem alguns  ajustes que deverão ser realizados com o avanço tecnológico, como no caso da fabricação de materiais  mais leves, baratos e resistentes e na produção de máquinas com maiores taxas de rendimento e  aproveitamento de energia. Após este aperfeiçoamento tecnológico incorporado ao setor eólico,  acredita-se que este seguimento terá uma expansão na implantação nesta fonte de energia renovável.

É chegado o momento de investirmos mais na prospecção de novas fontes de energia, o futuro do  planeta consiste em como e quando agiremos em prol da real sustentabilidade. Não podemos mais  ignorar a atual conjuntura do meio ambiente, que, por ventura, já se encontra demasiadamente  fragilizado. No caso brasileiro, o governo precisa incentivar investimento em pesquisa no que diz respeito  a fontes alternativas de geração de energia, não temos condições de manter o mesmo sistema obsoleto  que perdura por muitos anos.

Em suma, estamos vivenciando uma verdadeira emergência planetária, onde a união de todos é fundamental para o futuro do planeta e de toda a humanidade.


29/01/2010
Turbinas eólicas inteligentes conseguem prever o vento

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2010

Engenheiros da Universidade de Risoe, na Dinamarca, completaram com sucesso os primeiros testes práticos de uma nova turbina de vento - o gigantesco cata-vento responsável pela geração da energia eólica - que consegue prever e reagir às alterações no vento, otimizando a geração de eletricidade.

"Os resultados mostram que este sistema consegue prever a direção do vento, a intensidade do vento e até a turbulência. Com isto, estimamos que uma futura geração de turbinas de vento poderá aumentar a produção de energia e, ao mesmo, reduzir as cargas extremas que impactam no seu tempo de vida útil," diz o Dr. Torben Mikkelsen.

Anemômetro a laser

O sistema agregado à turbina de vento é uma espécie de anemômetro a laser, que os cientistas chamam de "LIDAR de vento". LIDAR (Light Detection And Ranging) é uma espécie de "radar de luz", que utiliza um feixe de raios laser para detectar a distribuição espacial da temperatura e da umidade na atmosfera.

Da mesma forma que um radar envia ondas de rádio e mede suas reflexões, um LIDAR envia ondas de luz. O "eco", neste caso, é a reflexão dessa onda de luz pelas diferentes camadas da atmosfera.

Enxergando o vento

A incorporação do LIDAR significa que as turbinas de vento passam a ser capazes de "ver" o vento por meio da detecção das variações nas características da massa de ar.

Ao prever o vento que a atingirá nos próximos instantes, a turbina pode otimizar sua posição e ajustar a inclinação de suas pás para que o vento seja utilizado de forma mais eficiente e para que a turbina dure mais.

Os engenheiros afirmam que a tecnologia a laser aumenta a produção de energia em até 5%, principalmente porque ela permite a utilização de pás mais longas. Para uma turbina de vento com capacidade de 4 MW, isso representa um ganho financeiro de $200.000 por ano.

Boom na energia eólica

"O sistema LIDAR pode ser usado para aumentar a durabilidade das pás ao permitir que elas lidem melhor com as irregularidades do vento. Numa segunda etapa, isso tornará possível fabricar pás mais longas. Isto vai aumentar a produção de energia e tornar a eletricidade eólica mais competitiva," diz o engenheiro.

A indústria de turbinas de vento está passando por um boom, prevendo-se que ela cresça tremendamente nos próximos anos, graças ao foco global nas energias renováveis e na reação às mudanças climáticas.


25/01/2010
Geração pelo vento ganha força em Santa Catarina

Foi assinado ontem, em Florianópolis, contrato de R$ 1,25 bilhão para construção de 10 usinas eólicas que formarão um dos maiores parques da América Latina. As usinas serão construídas nos municípios de Bom Jardim da Serra e Água Doce, na Serra Catarinense.
O contrato foi assinado pelo Governo do Estado, Caixa Econômica Federal e a multinacional argentina
Impsa. As usinas terão capacidade de produzir 222 megawatt (MW) de potência energética.
Em Bom Jardim da Serra serão construídas quatro usinas que gerarão 93 MW com investimento no valor de R$ 513,31 milhões. Em Água Doce, serão produzidas 129 MW em seis usinas que receberão investimento total de R$ 738,27 milhões. Os novos parques irão gerar cerca de 6 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
– Um dos nossos eixos centrais nestes projetos é a criação de emprego de alto valor agregado, neste caso nas regiões de Bom Jardim e de Água Doce. Estamos com toda a força para começarmos as obras – afirma o presidente do Grupo Impsa no Brasil, Luis Pescarmona.As negociações para o projeto se estenderam por mais de dois anos. A ideia inicial da empresa era se instalar no Nordeste. Em Santa Catarina, os dois projetos contarão com 148 aerogeradores que serão fabricados na unidade da empresa localizada em Pernambuco.
Este contrato de financiamento é o segundo grande projeto que a Caixa Econômica Federal financia em
parceria com a Impsa. O contrato anterior foi um empréstimo de R$ 375 milhões para a construção de três centrais eólicas no Ceará com potência instalada de 100 MW.
Interessada no crescimento das energias renováveis no Brasil, a empresa anunciou investimento de R$ 220 milhões para os próximos três anos. A verba será utilizada na ampliação da planta de Pernambuco para fabricar turbinas para projetos hidrelétricos e incrementar a capacidade de produção. A ampliação vai gerar 1,5 mil empregos.


25/01/2010
Confaz prorroga isenção de ICMS para energia eólica

Entre os 151 convênios de benefícios fiscais prorrogados até dezembro de 2012 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) destaca-se o que garantiu a isenção para o segmento de energia eólica.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), a decisão tomada nesta quarta-feira (20)
pelos secretários estaduais da Fazenda é um alívio para o setor, e representa mais um passo para que a
energia eólica se consolide no Brasil nos próximos anos.
Para o diretor executivo da entidade, Pedro Perrelli, a decisão do Confaz “é um sinal para o mercado eólico, que sempre reclamou de clareza quanto ao futuro. Agora, fica claro o estímulo do governo para a geração da energia eólica, limpa e renovável”, comemora. A isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) no setor representará uma economia de até 17% nos investimentos eólicos, afirma Perrelli.
Até a reunião que resultou num acordo positivo do CONFAZ, o clima era de incerteza em relação à isenção fiscal para o setor eólico. Isso porque, às vésperas do primeiro leilão brasileiro de energia eólica, realizado em dezembro passado, o Conselho havia decidido manter os benefícios do convênio 101/97 apenas até janeiro de 2010.
Pelo convênio 101/97, estão isentas de ICMS as operações com equipamentos e componentes para o aproveitamento da energia eólica, especialmente os aerogeradores e seus acessórios (reguladores, controladores, componentes internos, torres para suporte de gerador eólico entre outros).
Quando o convênio 101 foi assinado, em dezembro de 1997, estabelecia concessão do benefício fiscal
somente até junho de 1998, mas desde então tem sido prorrogado anualmente pelo CONFAZ.

Desoneração e desenvolvimento
Outra boa notícia foi a isenção permanente do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para aerogeradores, anunciada em dezembro passado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Porém, o
Imposto de Importação ainda pesa e prejudica a cadeia produtiva do setor, já que a alíquota é de 14%.
Outro entrave é a exigência de que 60% dos componentes e equipamentos eólicos sejam fabricados no
Brasil. O diretor executivo da ABEEólica ressalta a medida tomada pela China, que derrubou a exigência de que 70% dos componentes dos aerogeradores fossem nacionais.
“Na China, a energia eólica representa 20.000 MW”, afirma Perrelli. “Espero que o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio acorde para a importância do desenvolvimento eólico. Em 2009, o
setor cresceu 77% na comparação com 2008”, destaca o diretor.

Atualmente, a capacidade instalada da energia eólica no Brasil é de pouco mais de 605 MW, e aumentará
209 MW no primeiro trimestre de 2010 com a inauguração de novas usinas.


 

Desenvolvimento Liquidworks - Soluções em T.I. Ltda