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Notícias
01/12/2011
O Brasil é o quinto maior investidor em energias renováveis do mundo, somando em 2010 cerca de US$ 7 bilhões. Os dados foram publicados pela ONU ontem e mostram que, pela primeira vez na história, investimentos mundiais em inovação tecnológica em energias alternativas superaram os investimentos em tecnologia para a energia fóssil. O levantamento mostra ainda que parte substancial da expansão dessas fontes de energia está ocorrendo justamente em mercados emergentes.Página 3 / 6 No total, os investimentos em energias limpas chegaram a US$ 211 bilhões, um salto importante em relação aos últimos anos. Em 2004, por exemplo, o mundo investia apenas US$ 33 bilhões. Em média, a expansão tem sido de quase 40%, enquanto a crise mundial tem freado investimentos em todas as demais áreas. Segundo a ONU, o investimento em fontes alternativas de energia será a única solução para responder ao desafio de abastecer uma população cada vez maior, com demandas cada vez maiores por energia e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de CO2. "Hoje, 1,4 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à eletricidade e os cálculos mostram que o mundo terá de dobrar a produção de energia até 2030", alertou Supachai Panitchpakdi, secretário-geral da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento. "Ao mesmo tempo, 89% da energia consumida no mundo ainda vem de fontes fósseis, com altas emissões de CO2." Por anos, investimentos em energias renováveis foram feitos especialmente por países ricos. Em 2003, por exemplo, de cada quatro dólares aplicados em energia limpa, apenas um vinha de um país em desenvolvimento. Hoje, o mapa mudou. Na liderança dos investimentos não estão os países ricos. Em 2010, foi a China o país que mais apostou em energias renováveis, justamente para tentar superar sua dependência de petróleo, reduzir a taxa de emissão de CO2 e garantir o abastecimento para seu crescimento nas próximas duas décadas. No ano passado, os chineses somaram investimentos de US$ 49 bilhões. A taxa superou o volume de investimentos da Alemanha, com US$ 41,1 bilhões. Berlim havia sido o líder nessa área por anos. "Agora, o que estamos vendo é a migração de empresas alemãs de tecnologia para a China, onde o governo investe pesado na nova geração de fontes de energia", disse Panitchpakdi ao Estado. Os EUA aparecem na terceira posição, seguido pelos italianos. A quinta posição é do Brasil, que somou altos investimentos por causa da aposta em biocombustíveis. Mas a ONU destaca que os US$ 7 bilhões não foram atingidos apenas em um setor. Segundo o levantamento, o País tem feito "importantes investimentos" em parques eólicos e energia solar. No total, o mundo viu investimentos em etanol no valor de US$ 6 bilhões em 2010, incluindo projetos nos EUA, Brasil, Índia e vários outros países. Liderança. Hoje, o Brasil investe duas vezes mais em energias renováveis do que todos os 53 países africanos juntos. Entre 2005 e 2010, a capacidade instalada de geração de energia renovável no Brasil aumentou em 42%, uma das mais altas do mundo. Hoje, a energia eólica no País produz 950 MW. Apesar de o número ser apenas uma fração dos 86 mil MW gerados na Europa, o estudo mostra que a aposta do Brasil tem sido acertada. Desde 2007, a energia eólica foi a que mais recebeu a atenção de investidores. Só em 2010, US$ 95 bilhões no mundo foram para essa fonte de energia. A segunda maior aposta é a energia solar, com US$ 26 bilhões. "O sol gera para o mundo volume de energia dez vezes superior a cada dia ao consumo do planeta", disse ao Estado o Prêmio Nobel de Física, Carlo Rubbia. "Não há como ignorar essa fonte de energia no futuro.
03/11/2011 De acordo com projeções do Programa Ambiental da ONU os investimentos Projeções do Plano Decenal de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia As projeções para a energia eólica indicam que até 2015 ela poderá alcançar 19 Para a Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 51 empreendimentos eólicos em operação (931 MW), 18 em construção e mais 107 outorgados, com capacidade de quase 5.000 MW informa a gerente de agroenergia da Informa Economics FNP, Jacqueline Bierhals, que participou da elaboração da 2ª edição do RenergyFNP, anuário de Energias Renováveis da Informa Economics FNP. 20/09/2011
Três projetos eólicos desenvolvidos por um grupo local e dois alemães estão aptos a serem contratados, de acordo com as condições do leilão: Ensol, de propriedade do empreendedor local Juan Otegui, ofereceu a menor taxa, US$62,35/MWh por 50MW; Generación Eólica Minas, da alemã Sowitec, ofereceu uma taxa de US$63,90/MWh por 42MW; e Aguas Leguas, do grupo alemão eab, ofereceu uma taxa de US$64,96/MWh por 100MW. Entretanto, em um esforço para agregar os parques eólicos à rede o mais rápido possível para suprir a crescente necessidade de energia, os projetos vencedores receberão US$110/MWh para energia produzida de janeiro de 2013 ao fim de 2014. O leilão, que recebeu quase 1,1GW de projetos, tinha como objetivo contratar 150MW em projetos. Mas as potenciais propostas vencedoras representam 192MW de potência. De acordo com as condições do leilão, será solicitado à eab que reduza sua proposta para o valor da proposta da Sowitec, neste caso toda a potência que ela pretende vender será contratada, trazendo o total do leilão para 192MW ao invés de 150MW. Se a eab recusar, a próxima proposta, para 50MW a US$66,99/MWh será oferecido o mesmo acordo. No primeiro leilão de 150MW realizado pela UTE mais cedo este ano, os preços variaram entre US$85/MWh e US$87/MWh. A redução acentuada nos preços é ao menos parcialmente atribuída aos resultados do leilão brasileiro, ocorrido na semana anterior no qual o preço mais baixo foi R$99,39 (US$60,23). Fabricantes de turbinas baixaram seus preços tanto no Brasil quanto no Uruguai, levando a taxas mais baratas, e fabricantes que não ganharam no Brasil podem ter visto o Uruguai como uma segunda chance. Wobben Windpower, Vestas and Gamesa foram todas perspicazes no Uruguai, e aparentemente estiveram em contato com os frontrunners, aprendeu a Recharge. UTE, o órgão estatal, analisará as propostas e concederá os contratos de 20 anos dentro de um mês, e os projetos devem estar conectados dentro de três anos. No total 23 projetos eólicos foram oferecidos por 17 empresas.
fonte: http://www.rechargenews.com/energy/wind/article274135.ece 10/06/2011 27/05/2011 25/04/2011 20/01/2011 07/01/2011 Com preço mais baixo, o grande potencial eólico brasileiro finalmente começa a Atualmente, as usinas eólicas instaladas somam 930 MW espalhados por 50 parques. As hidrelétricas, Em 2011, estão previstos mais 510 MW distribuídos por 14 parques eólicos, totalizando 1.440 MW. Esse A previsão é que em 2019 essas unidades geradoras terão potência total de 6.041 MW, quase equivalente aos 6.400 MW das usinas de Santo Antônio e Jirau, que estão sendo erguidas no rio Madeira, em Rondônia. Calcula-se que haja potencial para instalar até 300 mil MW de usinas eólicas. "O crescimento da energia A ideia do governo é que as termelétricas movidas a gás, óleo ou carvão cedam cada vez mais espaço às As termelétricas são usadas para poupar os níveis dos reservatórios de hidrelétricas em épocas de pouca A expansão das eólicas, pelo menos nos próximos três anos, é garantida pela venda de projetos nos leilões voltados para o segmento. O custo da energia eólica baixou e já chega a ser mais vantajoso do que a energia termelétrica, que gira em torno de R$ 140 a R$ 150 por MWh (megawatt-hora). Nos três leilões feitos até hoje, o custo médio da eólica foi de R$ 140 por MWh. A geração hidrelétrica, a Anteriormente, o custo para gerar pela força dos ventos ultrapassava os R$ 200 por MWh. Praticamente não havia fabricantes no país, e era preciso importar os equipamentos a custos elevados. "A perspectiva de crescimento está ligada ao fato de o preço ter caído. Sempre tivemos potencial, mas, Até hoje, foram feitos três leilões com participação de 142 empreendimentos eólicos que totalizam 3.852 Essas usinas começam a entrar em operação a partir do ano que vem. A tendência é que os leilões com "Nos próximos dez anos, é preciso que se adicione 2.500 MW por ano para que a energia eólica se estabeleça de vez", observa Terrelli. 09/12/2010 04/11/2010 27/09/2010
Após o sucesso inesperado das eólicas no último leilão de energia realizado há um mês, o governo já sinaliza coma possibilidade de colocar a fonte de vez nas rodadas anuais de negociação. “A energia eólica já chegou agora em uma fase em que está competitiva”, analisou Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do Ministério de Minas e Energia (MME), em evento em São Paulo no início desta semana. “Realizamos estes leilões todos os anos. Não tem por que a energia eólica não estar”, disse.
A fonte já foi incluída em dois destes leilões desde o ano passado, em uma espécie de piloto, já que, por ser uma tecnologia mais jovem das disponíveis atualmente, tendia também a ser a mais cara. No último evento, no entanto, alcançou deságios na faixa dos 26% e se converteu subitamente em uma das mais baratas.
A garantia de leilões regulares era a única indefinição que restava que pudesse inibir investimentos e a entrada de novos interessados no negócio no Brasil. “Se não há continuidade para o programa, não se criam as condições necessárias nem para atrair fabricantes e consolidar uma cadeia de fornecedores no país, nem para formar uma base de tecnologia e pesquisa”, defende o diretor de gestão da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABeeólica), Otávio Silveira.
É algo similar ao que aconteceu como Proinfa, programa de incentivo a fontes alternativas, lançado em 2002 como medida pós-apagão, que primeiro colocou a energia eólica no mapa brasileiro. Foi de lá que saíram os primeiros 1,4 mil megawatts de parques contratados — “mas, como não houve continuidade e política, isso não evoluiu”, conta Silveira. Isso explica estes projetos estarem sendo concluídos apenas agora, oito anos depois. Os primeiros 700 MW foram instalados em2009 e, até final de 2010, serão concluídos os demais 700MW.
Leilões e indústria nascente Depois do programa de 2002, as eólicas só voltaram ao planejamento de governo no ano passado, quando, após meses de adiamentos, finalmente se fez o primeiro leilão para a fonte. Realizado em dezembro, o leilão negociou 1,8 milMWde parques a serem construídos até 2012.
No mês seguinte, uma série de fabricantes já anunciava projetos, engavetados até então na espera por demanda, de implantar fábricas Brasil — caso das multinacionais GE, Siemens,Vestas, Alstome outras. “A implantação dessa indústria é irreversível. Mas, não havendo continuidade, é menos custoso para elas desativarem o parque do que se manterem sem atividade”, diz Silveira, da Abeeólica. Nos cálculos da associação, a fonte precisa ter leilões regulares por pelo menos 10 anos para consolidar o mercado no Brasil e, com sorte, ainda fazer do país base de exportação para a América Latina.
Segundo o presidente da EPE, é natural que a fonte componha regularmente os próximos leilões. A intenção é que integrem os chamados A-3, que vendem para as distribuidoras a energia a ser utilizada três anos à frente. Estes leilões são realizados anualmente, desde 2005, com o objetivo de garantir o abastecimento futuro.
Nos últimos anos, priorizaram as térmicas, mais rápidas e baratas de entrarem em serviço, mas mais poluentes. A partir deste ano, o objetivo do governo é priorizar as fontes renováveis, como hidrelétricas,eólicas e biomassa. 27/09/2010
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7737/10, do deputado Betinho Rosado (DEM-RN), que obriga as distribuidoras de energia elétrica a contratar, por meio de licitação, energia produzida por fonte eólica. A medida inclui todas as empresas do Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por 96,6% da capacidade de produção de eletricidade no Brasil.
Pela proposta, as empresas do SIN deverão contratar anualmente um mínimo de 250 megawatts (MW) – suficientes para atender uma cidade com 500 mil habitantes. Pela proposta, a exigência entraria em vigor em 2012. Os produtores de energia eólica, em contrapartida, precisarão ter, no mínimo, 70% de seus equipamentos e serviços de origem brasileira. Os contratos terão vigência de 20 anos.
Competitividade – Segundo Rosado, para manter a indústria de energia eólica competitiva e fazer com que os preços caiam mais é necessário realizar, por vários anos, leilões voltados exclusivamente para energia de fonte eólica.
O primeiro deles, segundo o deputado, foi realizado em dezembro de 2009 e resultou na contratação de 1.086 MW, a um preço médio de venda de R$ 148,39 por megawatt-hora (MWh).
O parlamentar ressalta que esse valor foi 21% menor do que o teto do leilão, de R$ 189/MWh, e é comparável ao preço da energia produzida por termelétricas e por pequenas centrais hidrelétricas. “Esse leilão representou a superação da ideia de que a energia eólica não era economicamente atrativa, pois custaria muito mais que a energia térmica ou hídrica”, disse.
Energia em expansão – A energia eólica é a que mais cresce no mundo, segundo Rosado. Nos últimos 10 anos, a taxa anual de crescimento foi de cerca de 30%. No Brasil, a capacidade de geração de energia eólica em 2009 foi de 660 MW – aumento de 77,7% em relação a 2008 (400 MW).
“Apesar desse crescimento, a participação da energia eólica na matriz elétrica do país foi de apenas 0,2% do total de energia gerada em 2009″, criticou o deputado. O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, citado por Rosado, aponta que a geração de energia pelo vento no País pode chegar a 143 mil MW.
Tramitação – A proposta, que tramita em caráter conclusivoserá analisada pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação (também no mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
22/09/2010 Fim da era do petróleo A continuidade da pesquisa e desenvolvimento no campo das energias alternativas poderá resultar em uma nova era na história humana, em que duas fontes de energia renovável - a energia solar e a energia eólica - vão se tornar as principais fontes de energia na Terra. A opinião contundente não é de nenhum ambientalista de plantão, mas do Prêmio Nobel de Química de 1998, Walter Kohn. Falando a uma plateia seleta na Sociedade Americana de Química, Kohn destacou que petróleo e gás natural abastecem hoje cerca de 60 por cento do consumo global de energia. Para ele, essa tendência deverá crescer ainda por um período de 10 a 30 anos, seguindo-se um rápido declínio no consumo de combustíveis fósseis. Desafios energéticos Kohn observou que estes desafios exigem uma ampla variedade de respostas. "A mais óbvia é a continuidade do progresso científico e tecnológico, criando fontes alternativas de energia que sejam abundantes, acessíveis, seguras, limpas e livres de carbono," disse ele. Como os desafios são globais por natureza, o trabalho científico e tecnológico deverá ter um máximo Era do Sol/Vento Kohn espera a continuidade do crescimento vigoroso dessas duas energias efetivamente inesgotáveis Outra questão importante, segundo ele, que compete principalmente aos países desenvolvidos, cuja "Um exemplo marcante disso é o consumo per capita de gasolina nos Estados Unidos, cerca de 5 vezes 16/09/2010 10/09/2010 A geração de energia pode ser uma alternativa para aumentar a renda na O encontro, cujo tema principal dos debates é a construção de uma nova matriz Para os especialistas reunidos no congresso, existem desafios para a construção – A biomassa é produzida a partir do bagaço da cana-de-açúcar, que existe nos 31/08/2010 30/08/2010 A terceira e última etapa do leilão de reserva, realizada nesta quinta-feira (26/08), foi a mais longa e 25/08/2010
De acordo com os últimos dados disponibilizados pela Direção-Geral de Energia e Geologia, a produção total de energia elétrica, a partir de fontes de energia renovável, aumentou 90 por cento no primeiro semestre de 2010. O total da potência instalada renovável atingiu 9.321 MW, no final de junho. O aumento é justificado, segundo a DGEG, pelo «comportamento da sua componente hídrica que, no segundo trimestre, ainda triplica a sua produção relativamente à verificada no trimestre homólogo do ano anterior. Já a potência eólica instalada fixou-se em 3 802 MW, estando distribuída por 205 parques, com um total de 1.996 aerogeradores ao longo de todo o território continental. Segundo a DGEG, 38 por cento da potência instalada verifica-se em parques com potência igual ou inferior a 25 MW. A subida da produção eólica nos primeiros seis meses do ano ficou a um ponto dos 50 por cento, relativamente ao período homólogo. Só em junho, a produção foi 42 por cento superior à do mesmo mês do ano anterior. Os distritos com maior potência instalada são Viseu, com 660 MW, Coimbra, com 508 MW e Castelo Branco, com 495 MW. 24/08/2010 Os ventos estão favoráveis neste final de agosto para a geração eólica no país. Nos dias 25 e 26, o governo realiza dois leilões de energia que contemplam esta fonte. Num deles, chamado de leilão de reserva, foram habilitadas 316 usinas eólicas, somando 8.202 MW. O outro (A-3), com a energia prevista para entrar no mercado em 2013, foram 320 eólicas, com 8.304 MW. Para completar a força que esta alternativa mostra nos últimos anos, de 31 de agosto a 2 de setembro, a indústria estará reunida no Brazil Windpower 2010, uma grande conferência de negócios do segmento, com 50 empresas expositoras de diveros países.
Em entrevista exclusiva à Agência Ambiente Energia, o secretário-executivo da ABEEólica, traça um Estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul estão mapeando seus potenciais Estima-se que o país tenha um potencial para instalar até 150 mil MW de energia eólica. É isso Quanto temos hoje instalados? Se levarmos em conta que este potencial foi medido com torres menores e hoje já temos torres acima de 100 metros, este potencial pode chegar a quanto? Um dos problemas para a expansão era a produção local dos equipamentos. Que impacto a chegada de
Este mês, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou de 14 para 16
Vender excedentes para o mercado livre (voltado para os grandes consumidores de energia elétrica) E a questão da conexão das usinas à rede está equacionada com os leilões de ICGs? O que teremos de novidades no Brazil WindPower 2010? 19/08/2010 Agência lusa – 18/08/2010
“Nos últimos cinco anos o Ministério do Ambiente aprovou mais de 92 por cento [92,39 por cento] dos
12/08/2010 O governo federal pretende garantir o fornecimento energético de quase 11 mil Os processos de habilitação técnica dos participantes foram concluídos hoje (11) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que fará duas modalidades de leilão, ambos pela internet. Os competidores poderão participar nos dois leilões. O primeiro ocorrerá dia 25 e vai selecionar propostas para energia de reserva, que aumente a segurança de fornecimento aos consumidores. Foram qualificados 366 empreendimentos, totalizando uma oferta de 10.745 megawatts - 8.202 de eólica, 2.375 de biomassa e 168 de PCHs. Esses empreendimentos terão de entregar energia a partir de setembro de 2013.
11/08/2010 Jornal da Energia – 10/08/2010 16/06/2010 DCI – 15/10/2010 O Ministério de Minas e Energia publicou ontem no Diário Oficial portaria com Centrais eólicas, usinas de biomassa e pequenas centrais hidroelétricas (PCHs) 11/06/2010 Jefferson Klein – Jornal do Comércio – Porto Alegre / RS – 11/06/2010 Depois de ser difundida no Litoral Norte do Estado, com a operação do parque de Osório, a energia eólica A doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) que atua na consultoria técnica da Uma prova de que a ideia é viável é dada pelo pesquisador do Grupo de Desenvolvimento em Energias O diretor-técnico da EPI Energia Projetos eInvestimentos, Jorge Lewis Esswein Jr., argumenta que Porto Alegre tem um grande potencial para desenvolver a geração eólica em edifícios residenciais e comerciais, com a colocação de equipamentos nos topos dessas estruturas. A EPI, entre outros serviços, desenvolve projetos de geração de energia distribuída. Nesse conceito, explica o dirigente, o consumidor pode suprir sua própria demanda de energia. Um sistema para gerar uma capacidade de 1 KW tem um custo aproximado de R$ 10 mil. Esswein Jr. relata que as soluções podem atender tanto às necessidades de clientes residenciais quanto industriais.
20/05/2010 Agência Brasil – 19/05/2010
23/03/2010 Jornal da Energia – 22/03/2010 O leilão de reserva para fontes alternativas de energia, que deve acontecer em junho deste ano, não deve promover disputa direta entre eólicas, pequenas centrais hidrelétricas e térmica a biomassa. De acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, talvez o certame oferte três tipos de produtos diferentes. "Elas têm características diferentes, não dá para colocar uma competindo com a outra. Mas é claro que iremos definir a demanda de cada produto em função do preço que será ofertado. Aquelas mais competitivas, nós vamos contratar mais. A ideia é contratar os três tipos de fonte, a não ser que alguma fonte esteja muito cara", afirmou o executivo, que visitou nesta quinta-feira (18/03) a usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Porto Velho (RO). 19/03/2010 Agência CanalEnergia – 18/03/2010 O leilão de fontes alternativas onde estarão presentes PCHs, eólicas e usinas à biomassa está previsto para acontecer em junho, segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética. De acordo com o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, essas fontes estarão no mesmo leilão, mas não necessariamente vão competir juntas. "Talvez sejam três produtos ofertados no mesmo leilão porque as características de cada fonte são diferentes. Então não dá para colocar uma competindo com a outra", disse. Ele acredita que as fontes que tiverem menor preço serão mais contratadas do que as fontes que forem menos competitivas. Tolmasquim participou da inauguração da nova fábrica de equipamentos, oriunda de joint venture entre a Alstom e a Bardella, em Porto Velho (RO). 19/03/2010 Jornal da Energia – 18/03/2010 A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recebeu cadastro de um "número significativo" de projetos de fontes alternativas de energia elétrica, que englobam as as usinas de biomassa, eólicas e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), para o leilão de reserva que será realizado no segundo semestre. De acordo com o diretor de estudos de energia elétrica da EPE, José Carlos de Miranda Farias, o número de empreendimentos inscritos já viabiliza o certame. “Já tenho bastantes projetos, mas por hora, um número relativamente pequeno. A maior parte chega três dias antes do fim do prazo para o cadastro”, disse o executivo. O prazo de cadastramento dos empreendimentos, que se encerraria em 08 de março, foi ampliado para 15 de abril. “Têm muitos projetos que já estavam no leilão anterior (de eólicas). Agora, eu tenho que dar mais tempo para os empreendedores. O pessoal está trabalhando para melhorar os projetos e torná-los mais competitivos. Agora é hora de negociar ou até rever a própria certificação para aumentar o fator de capacidade. Nós esperamos muitos projetos”. 17/03/2010 Agência Senado – 16/03/2010 Especialistas convidados apresentaram Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) sugestões para um projeto de lei que tenha como objetivo tornar as obras necessárias à realização da Copa do Mundo sustentáveis e responsáveis social e ambientalmente. A audiência pública, realizada nesta terça-feira (16), foi a primeira do seminário A Copa do Mundo de 2014: Normatização para Obras Sustentáveis, promovido pela CMA. Os quatro especialistas convidados defenderam a aprovação de dois projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional: o PL 630/03, que institui um fundo especial para financiar pesquisas e fomentar a produção de energia elétrica e térmica a partir da energia solar e da energia eólica, de autoria do deputado Roberto Gouveia (PT-SP), e o PLS 311/09, que institui o Regime Especial de Tributação para o Incentivo ao Desenvolvimento e à Produção de Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Reinfa) e estabelece medidas de estímulo à produção e ao consumo de energia limpa, de autoria do senador Fernando Collor (PTB-AL). Energia Solar O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Ricardo Rüther informou que a tecnologia de células fotovoltaicas (que formam os painéis solares) já existe há mais de 50 anos e são utilizadas, por exemplo, nos satélites de comunicação que orbitam a Terra. Ele defendeu o conceito de "estádios solares" e "aeroportos solares" para o Brasil, ou seja, os estádios de futebol e aeroportos que serão reformados ou construídos para a Copa do Mundo de 2014 receberiam grandes painéis solares incorporados à sua arquitetura, o que geraria energia suficiente para que funcionem sem problemas. Rüther disse que a colocação de painéis solares em edificações (casas, prédios, estádios e até coberturas de estacionamentos) tem capacidade de gerar energia elétrica para o consumo da própria edificação com sobras, que seriam utilizadas, por exemplo, para abastecer os futuros carros elétricos. Ele e os demais palestrantes defenderam mudanças na legislação para que o consumidor possa gerar sua própria energia por meio de painéis solares, até mesmo vendendo o excedente para a concessionária de energia elétrica. Essa medida, proibida atualmente por lei poderia ser adotada por meio de "tarifas prêmio" (o cidadão continua consumindo energia da concessionária de energia elétrica, mas teria descontos por vender a energia que gerasse por meio dos painéis colocados no telhado de sua residência). O professor da UFSC também a geração, por todos os aeroportos brasileiros, de sua própria energia por meio da captação solar e disse que o Poder Público poderia dar o exemplo e passar a usar carros elétricos nas frotas de veículos de empresas públicas. Rüther também informou que um hectare (100 metros quadrados) de lavoura de cana de açúcar gera combustível suficiente para um carro popular rodar cerca de 43,8 mil quilômetros por ano, enquanto que, se a mesma área servisse para captação de energia solar, seria gerada eletricidade para fazer um carro popular elétrico rodar mais de 9 milhões de quilômetros. Energia Eólica O presidente do Grupo Sustentax, Newton Figueiredo, defendeu a importância de as obras para a Copa de 2014 serem sustentáveis e também responsáveis, tanto ambientalmente quanto socialmente. Para ele, essas obras devem ter como características, por exemplo, a racionalização do consumo de água e de energia, a redução de impactos ambientais, respeito às necessidades de mobilidade das pessoas com deficiência e dos idosos, implantação de áreas verdes, coleta seletiva de lixo, entre outras. Além disso, acrescentou Figueiredo, devem ser priorizados os cuidados ambientais, o transporte público, o apoio ao uso de bicicletas, iluminação eficiente, o controle da poluição gerada pelas atividades de construção e a reutilização ou reciclagem dos resíduos gerados nessas obras. A reunião foi conduzida pelo presidente da comissão, o senador Renato Casagrande (PSB-ES), e contou com a participação de representantes de Tribunais de Contas dos estados que sediarão partidas da Copa do Mundo de Futebol de 2014, dos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Cícero Lucena (PSDB-PB) e de outros convidados. O seminário A Copa do Mundo de 2014: Normatização para Obras Sustentáveis termina nesta quarta-feira (17) com a participação de mais quatro palestrantes: Paulo Augusto Leoneli, do Ministério de Minas e Energia; Marcelo Mesquita, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava); Marcos Vinícius de Souza Alvim, da empresa de iluminação Tecnowatt; e Sílvio Oliveira, da indústria de geradores Gerasol. A reunião será realizada na sala 6 da Ala Nilo Coelho do Senado Federal às 14h. 16/03/2010 Agência CanalEnergia – 15/03/2010 Montante representa crescimento de 31,7% na geração de energia eólica, que atualmente possui 159.213 MW instalados. No mundo foram instalados somente no ano passado 38.312 MW de energia eólica, de acordo com um relatório publicado pela Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA). O montante representa um aumento de 31,7% na geração de energia eólica, que atualmente possui 159.213 MW instalados. Segundo a associação, o crescimento é o maior desde 2001 e há uma tendência dessa fonte de dobrar sua capacidade instalada a cada três anos. Ainda de acordo com o relatório, a geração de energia eólica mundial até o final de 2009 alcançou 340 TWh/ano, o equivalente a demanda total de eletricidade da Itália ou a 2% do consumo global por energia elétrica. Os Estados Unidos continuam sendo o país com a maior capacidade eólica instalada, seguido pela China e Alemanha. A Ásia é o continente com o maior percentual de novas instalações eólicas, com 40,4%, seguido pela América do Norte, 28,4%, e pela Europa, 27,3%. A América Latina, segundo a WWEA, também tem apresentado crescimento, praticamente dobrando sua capacidade instalada, principalmente no Brasil e no México. A previsão é de que a capacidade eólica total instalada em 2010 seja de 200 mil MW, de acordo com o relatório da associação, e em 2020, de 1.900 GW. Para ler o relatório na íntegra, acesse 15/03/2010 Jornal da Energia – 12/03/2010 A energia eólica teve em 2009 o seu maior crescimento anual desde 2001. Foram inaugurados em todo o mundo novos parques que somam 38.312MW em capacidade instalada, totalizando 159,2GW. O número corresponde a uma expansão de 31,7% da fonte, em comparação ao ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11/03) pela Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), que publicou seu relatório anual sobre o setor. Segundo a entidade, o desempenho mostra uma tendência da fonte em dobrar sua potência instalada a cada três anos. A geração de energia eólica no mundo alcançou 340TWh em 2009 - o que equivale ao consumo total de eletricidade da Itália e a 2% da demanda global por energia. O relatório da associação prevê uma expansão de 27,8% em 2010, com a potência instalada crescendo para 203,5 mil MW. Com base nessas previsões, a WWEA acredita que seja possível chegar a 2020 com uma capacidade global próxima aos 2.000 GW em 2020. O cenário apontado no estudo da associação mostra que Estados Unidos e China continuam à frente do resto do mundo em relação ao desenvolvimento da fonte. Em 2009, os chineses foram responsáveis por 36% da capacidade eólica implantada no globo, com mais de 13.000MW. O país é seguido pelos americanos, que construíram 25,9% da potência instalada ao longo do ano. Em terceiro lugar, e bem distante dos dois, aparece a Espanha, com 6,4%. Em porcentagem de crescimento no campo eólico, quem aparece como líder é o México, que quadruplicou a potência eólica instalada. O país é seguido pela Turquia, que avançou 138,9% e pela China, com 113%. Com essa expansão, a China ultrapassou Alemanha e Espanha para se tornar o segundo país do mundo em capacidade de geração de energia a partir dos ventos, com 16,3% do mercado. Em primeiro lugar aparecem os Estados Unidos (22,1%) e em terceiro a Alemanha (16,2%). Apesar de não ter a liderança, a China é apontada pela WWEA como "locomotiva da indústria eólica mundial" e "o maior mercado para novas turbinas" devido a seu acelerado ritmo de crescimento nos últimos anos. Os parques eólicos offshore, construídos em alto mar, também apresentaram um grande crescimento no período. Foram 454,3MW construídos no mundo, o que representa um avanço de 30,5%. Até o final do ano,já estavam instalados 1.956MW offshore no globo, com maior concentração no Reino Unido, na Dinamarca e na Holanda. Em 2009, a Dinamarca foi quem mais apostou na fonte, com 237MW em usinas implantadas - seguido pelo Reino Unido, com 104MW. O mercado latinoamericano, por sua vez, foi o que apresentou a maior alta do setor. A energia eólica cresceu 113,3% na região, alcançando uma capacidade instalada total de 1.406MW. A WWEA ressalta a importância da expansão após anos de estagnação e atribui o resultado ao Brasil e ao México, que implantaram, respectivamente, 600MW e 402MW em novos parques. "Especialmente o Brasil está em posição de estabelecer-se como líder na região, por tem também uma indústria doméstica forte, que já conta com empresas internacionais", analisa o relatório. 12/03/2010 Inovação Tecnológica - Jornal da Unicamp - 10/03/2010 Engenheiros da Unicamp criaram o primeiro conversor eletrônico brasileiro capaz de conectar painéis solares diretamente à rede elétrica, o que deverá inaugurar uma nova etapa no aproveitamento da energia solar no país. O conversor eletrônico de potência trifásico tem um grau de eficiência de 85%. Os primeiros testes foram realizados entre dezembro e janeiro no Laboratório de Hidrogênio (LH2) da Unicamp, onde já funciona uma planta-piloto de geradores alternativos conectada à rede da CPFL Paulista. De acordo com Ernesto Ruppert Filho, que desenvolveu o conversor juntamente com seu colega Marcelo Gradella Villalva, não se tem notícia até o momento de nenhum outro conversor eletrônico similar no Brasil. Substituição de importações O protótipo foi testado com êxito numa instalação de painéis solares com capacidade de 7,5 kW. "Este conversor substituiu plenamente, durante o período de testes, os três conversores eletrônicos monofásicos adquiridos da empresa alemã SMA, que estão atualmente ligados a esses painéis solares", afirmou o professor. Diante dos resultados promissores, o próximo passo é buscar parceiros interessados na industrialização do conversor. Ainda que o protótipo tenha consumido R$ 15 mil, os pesquisadores calculam que, em escala industrial de produção, o conversor poderá alcançar um custo final aproximado de R$ 10 mil. "Existem alguns componentes que poderiam custar muito menos, caso já estivéssemos em escala industrial. Se compararmos o custo final de R$ 10 mil com o custo do conversor importado, isso significa uma redução de um terço. É realmente muito vantajoso nacionalizar essa tecnologia," assegurou o pesquisador. Conversor de potência Villalva explica que todas as fontes renováveis de energia necessitam de algum tipo de conversor eletrônico de potência para permitir o aproveitamento adequado da energia elétrica produzida. Os painéis solares fotovoltaicos geram energia elétrica na forma de corrente contínua, diferente da rede elétrica, que possui corrente alternada. O papel do conversor é transformar a corrente da forma contínua para a alternada. Não existem equipamentos nacionais com esta finalidade para uso com painéis fotovoltaicos, o que causa uma dependência de tecnologia importada, como é o caso dos conversores alemães instalados no LH2. "Por este motivo resolvemos desenvolver um equipamento nacional. Atingimos a eficiência de 85%, no entanto o objetivo agora é chegar aos 90% para alcançar a tecnologia alemã," diz Villalva. Entraves para a energia solar Além do elevado custo dos painéis solares fotovoltaicos, ainda não se criou no Brasil a cultura da geração distribuída de energia. "Isso não foi ainda devidamente regulamentado para pequenos produtores," afirma o pesquisador. Nos países mais avançados é possível ter em casa um painel solar e um conversor eletrônico gerando energia junto com a rede elétrica. A tendência mundial aponta para o uso de geradores alternativos - sejam solares, a células de combustível ou mesmo biogás - em escala residencial. O eventual excesso de energia gerada, depois de suprida a demanda da própria residência, poderá ser comercializada com as concessionárias de energia. O conversor agora fabricado na Unicamp oferece o suporte tecnológico para que essa realidade possa começar a ser construída no Brasil. "Se não tivermos um produto próprio com tecnologia nacional, vamos continuar importando dos Estados Unidos e da Alemanha. Portanto, o gargalo está na tecnologia cara dos painéis, na inexistência de um mercado que force o barateamento dessa tecnologia no país e, por último, a ausência de tecnologia nacional de conversores eletrônicos." garantiu Villalva. Matriz energética limpa Além disso, o pesquisador menciona a necessidade de uma política de incentivo às fontes alternativas de energia. Há diversos projetos de lei tramitando no Legislativo a esse respeito. Quando realmente aprovados, o Brasil terá condições de se tornar um país com uma matriz energética inteiramente à base de energia limpa. "No estado atual, isso não existe. Existem pequenos projetos, porém isolados. Não há uma massificação da energia alternativa limpa e isso é uma coisa desejável porque dispomos de muito sol e vento", disse. A energia eólica no Brasil tampouco depende apenas do vento. Em nível mundial, a líder em tecnologia na área de energia solar é a Alemanha, onde já estão instalados 6.500 MW de geração fotovoltaica, o que significa metade da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu. Com níveis de irradiação solar superiores aos da Alemanha, o Brasil ainda tem uma geração de energia solar praticamente desprezível em sua matriz energética. O fato de ter energia hidráulica em abundância também tem contribuído muito para a falta de investimentos em usinas de geração solar e energia eólica. Em termos de meio ambiente, contudo, a energia solar é claramente superior. A hidroeletricidade, mesmo considerada limpa, inunda grandes áreas agricultáveis e tem forte impacto sobre as populações locais. Geração distribuída de energia Ruppert afirma que, na Europa e nos Estados Unidos, a utilização de geradores de energia elétrica conectados à rede secundária de distribuição por pequenos consumidores individuais já é uma realidade. A tecnologia de pequenos conversores para painéis solares fotovoltaicos é amplamente empregada e divulgada nesses países. Consumidores são incentivados e subsidiados por agências governamentais para a instalação de sistemas de geração residenciais conectados à rede elétrica. Painéis solares e conversores eletrônicos para a conexão com a rede são produtos facilmente encontrados no comércio e acessíveis ao grande público nos países desenvolvidos. Além das vantagens para o usuário, que passa a gerar sua própria energia, módulos fotovoltaicos com pequenos conversores eletrônicos de potência descentralizam o processamento da energia, diminuem custos e reduzem o risco de todo o sistema elétrico. Integração dos painéis solares nos edifícios Pequenos conjuntos de geradores fotovoltaicos podem ser instalados em qualquer ambiente em que haja incidência de raios solares, sem demandar áreas específicas, podendo ocupar telhados ou paredes. "A integração dos painéis solares com a arquitetura predial é hoje uma prática comum e que rende bons resultados estéticos, ambientais e econômicos, pela energia elétrica gerada e pela redução dos custos de construção. Os módulos fotovoltaicos podem ser utilizados como elementos de acabamento arquitetônico, tornando seu uso ainda mais interessante", disse Ruppert. Esses módulos podem ser instalados em quaisquer tipos de construções, como residências, condomínios, escolas, creches, hospitais e outros locais públicos, uma vez que não há grandes restrições de espaço para instalação e não há emissão de ruídos, resíduos, ou qualquer tipo de poluição. No caso brasileiro, o professor aponta que o melhor aproveitamento da energia solar depende basicamente de dois fatores. Primeiro, da regulamentação e da atitude do governo para abraçar a geração fotovoltaica. E, segundo, do interesse da iniciativa privada em fazer os investimentos. 10/03/2010 Portal AquiAcontece – 09/03/2010 A busca por um mundo mais sustentável tem sido constante em empresas, órgãos governamentais e organizações sem fins lucrativos, já que o Planeta está esgotando seus recursos e meios de reposição, além de desestabilizar o clima. Um novo estudo do Greenpeace, feito em parceria com o Conselho Europeu de Energias Renováveis (Erec - sigla em inglês), mostrou que as redes elétricas do mundo poderiam ser transformadas e suportar uma matriz elétrica com 90% de energia renovável, em 2050. A transformação, alcançada com um nível modesto de investimento, segundo a ONG, “é uma grande oportunidade de negócio para empresas de tecnologia, o que permitiria cortes gigantescos nas emissões de gases do efeito estufa”. Um cenário que poderia garantir o fornecimento de energia no futuro de forma amigável com o clima do planeta. No relatório, há uma comparação de 30 anos de dados meteorológicos, com as curvas anuais de demanda da Europa. Elas demonstram que, com a rede elétrica em uso, há apenas uma chance de 0,4% - ou 12 horas por ano - que a alta demanda ocorra quando a geração solar e eólica é baixa. O reforço proposto para a rede retiraria esta pequena incerteza, garantindo um fornecimento constante. O estudo explica ainda “como redes elétricas inteligentes (smart grids, em inglês) locais e regionais poderiam ser conectadas de forma eficiente com uma super rede (super grid) de alta voltagem, para garantir um fornecimento ininterrupto e confiável de eletricidade, sem ativar usinas térmicas a carvão ou nucleares”. No Brasil, o alto potencial de fontes renováveis (solar, eólica e biomassa), certamente garantiria a mesma oferta confiável de energia projetada para a Europa, segundo o relatório. Abaixo, é possível conferir as informações divulgadas pelo Greenpeace, sobre os diferentes tipos de fontes de energia renováveis. O PODER DO VENTO O vento existente nos seis continentes do planeta é suficiente para suprir o consumo mundial de energia em mais de quatro vezes o nível atual de consumo. A energia eólica já é uma história de sucesso e gera eletricidade para milhões de pessoas, empregos para dezenas de milhares de seres humanos e bilhões de dólares de lucro. - Na China, a capacidade de geração de energia através do vento dobrou em 2002. O PODER DO SOL A luz solar que ilumina a Terra a cada hora é suficiente para suprir as necessidades humanas por um ano inteiro. Há muitas maneiras de utilizar esta fonte de energia: - Coletores solares térmicos, que podem aquecer a água e o ar para casas e instalações industriais; ou energia solar fotovoltaica (PV), que gera eletricidade diretamente a partir da luz do sol. Simples, confiável, segura e silenciosa, é uma eletricidade livre de qualquer poluição. O PODER DA BIOMASSA Plantações podem ser cultivadas especificamente para a produção de combustíveis e a compostagem de material vegetal também pode ser usada para produzir gás metano, que, por sua vez, pode ser utilizado como combustível. No entanto, cultivos geneticamente modificados não devem ser usados com essa finalidade, bem como não devem haver emissões tóxicas (provenientes, por exemplo, do uso de agrotóxicos) resultantes da queima desse tipo de combustível. Resíduos florestais e agrícolas também podem ser usados para produzir eletricidade e aquecer, sem causar o aumento dos níveis de CO2. O PODER DAS PEQUENAS HIDROELÉTRICAS Os projetos de usinas hidroelétricas de pequena escala usam o fluxo natural das águas dos rios para gerar eletricidade. Unidades hidroelétricas familiares contam com pequenas turbinas que usam o fluxo da água para gerar eletricidade para casas. - Mais de 100 mil famílias no Vietnã usam pequenas turbinas de água para gerar eletricidade. 05/03/2010 Tamires Tamanhoni – Portal Energia Hoje – 04/03/2010 O leilão de energia somente com fontes alternativas será realizado em junho, informou nesta quarta-feira (4/3) o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, durante evento no Rio. O pregão, pela primeira vez, envolverá eólicas, PCHs e Biomassa. A expectativa da EPE é de que haja projetos em número suficiente para atender à demanda. Em dezembro do ano passado, no primeiro leilão de eólicas, o Ministério de Minas e Energia tentou realizar pregão semelhante, mas por falta de projetos consistentes, principalmente na área de biomassa, não foi possível alternar as fontes. O primeiro leilão de reserva voltado exclusivamente para a fonte eólica, realizado no dia 14 de dezembro, comercializou 1.805,7 MW médios de 71 empreendimentos espalhados pelo país, principalmente na região Nordeste. A concorrência teve um preço médio de venda de R$ 148,39/MWh, deságio médio de 21,5% na comparação com o preço-teto, que era de R$ 189/MWh. Ao todo, o leilão comercializou R$ 19,59 bilhões em contratos para entrega de energia durante 20 anos, válidos a partir de 1° de julho de 2012. A projeção da EPE é a contratação de 3.241 MW de energia eólica até 2012, cerca de 79% mais em relação ao que já foi contratado. Para 2020, A EPE prevê que 44,2% de toda a energia gerada no Brasil venha de fontes alternativas, inclusive eólicas. 05/03/2010 Paulo Silva Júnior – DCI – 04/03/2010 O Ministério de Minas e Energia atendeu ao pedido dos segmentos eólico e de biomassa e prorrogou o prazo de inscrição para o leilão de reserva do segundo trimestre - que inclui também as pequenas centrais hidrelétricas - para 15 de abril, mais de um mês após o limite inicial que iria expirar na segunda, 8. Conforme a reportagem do DCI adiantou ontem, o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, aceitou a idéia de que os empreendedores estão em vias de aperfeiçoar os projetos para torná-los mais competitivos para a disputa e poderiam precisar de um prazo maior que o previsto. O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Lauro Fiúza, admitiu que buscou esse prolongamento do período entre os leilões - o primeiro exclusivo para eólicas aconteceu em dezembro passado - para que as companhias busquem melhor eficiência dos parques a fim de fazer frente diante das fontes concorrentes no certame que deve ser promovido em junho. A portaria do MME será publicada hoje no Diário Oficial. Conforme antecipou o DCI, o Ministério de Minas e Energia atendeu o pedido dos segmentos eólico e de biomassa e prorrogou o prazo de inscrição para o leilão de reserva. 04/03/2010 Juliana Elias – Brasil Econômico – 03/03/2010
O dobro em 2010 A consolidação da energia eólica tem feito a fonte ganhar espaço, e rápido, no país. Sua participação na
19/02/2010 Agostinho Rosa - 19/02/2010 - Inovação Tecnológica A cada hora, a Terra recebe mais energia da luz do Sol do que o planeta inteiro consome em um ano. Ainda assim, a energia solar fornece menos de 0,1% da eletricidade consumida no mundo. Embora as tão esperadas melhorias nas células solares estejam vindo em incrementos pequenos, estas inovações em bloco comprovam que o campo está em verdadeira efervescência. O que é importante, porque o maior empecilho hoje alegado contra o uso intensivo da energia solar é o custo. Mas a comparação de custos aqui é a mais estreita possível, em termos unicamente de unidades monetárias por quilowatt gerado, sem qualquer consideração com o balanço ambiental. Enquanto isto, os ambientalistas parecem ter mordido a isca daqueles que não desejam grandes mudanças na matriz energética mundial. Embora se achem revolucionários ao propor formas radicais de mitigação dos gases de efeito estufa, eles se tornaram inocentes úteis, não percebendo que, ao concentrar suas ações unicamente nas formas de lidar com o carbono emitido, eles estão de fato validando e endossando a matriz emissora de carbono. Talvez esteja na hora de dar menos importância a embates dogmáticos, que geram só calor e nenhuma luz, e assumir que queremos uma nova matriz energética para o próximo milênio não apenas porque nossos "relatórios sagrados" provam isto ou aquilo, com tal ou qual probabilidade de acerto, mas porque temos o direito de achar que o que vimos fazendo com o planeta até agora não é adequado e queremos mudar. E estamos dispostos a pagar o preço por isto - ou não estamos? 19/02/2010 BOLETÍN INFORMATIVO DE LAWEA - 18 de Febrero 2010 Los fabricantes de equipos y de cualquier otro componente involucrado en la construcción de parques eólicos estarán exentos del pago tributario hasta enero del 2012. 18/02/2010 Jocélio Leal – O Povo – Fortaleza / CE – 17/02/2010 O presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Lauro Fiúza diz que o setor vive dias animados diante da intenção do Governo de promover um segundo leilão, ainda no primeiro semestre. Desde o primeiro leilão, em dezembro do ano passado, o Ceará perdeu liderança para o Rio Grande do Norte, apesar do Estado possuir potencial três vezes maior para obtenção de energia a partir dos ventos. Segundo Lauro, o segundo lugar cearense se deve à atuação do Ministério Público. No Rio Grande do Norte, diz ele, a relação é mais serena. “Lá o MP respeita as decisões do órgão estadual de meio- ambiente no licenciamento”. Em todo caso, hoje no Ceará não há nenhum projeto travado. Os dois estados são responsáveis por cerca de 60% do potencial nacional. O ano passado marcou o pesado investimento dos chineses na matriz eólica. Os chineses, marcados pela excessiva emissão de gases poluentes, atentaram para um caminho também seguido tardiamente pelos Estados Unidos. Os norte- americanos, a propósito, vem de uma matriz energética dividida entre carvão (metade) e gás natural. Agora começa a mudar rápido. Só lembrando: na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial das 24 unidades geradoras da unidade II do Parque Bons Ventos Aracati & negócio capitaneado Lauro Fiúza. As unidades têm 50 MW de capacidade instalada.
18/02/2010 Affonso Ritter - Jornal do Comércio/RS - 18/02/2010 A campanha para as eleições presidenciais deste ano bem que poderia dar maior ênfase à geração de energia eólica e solar. A primeira já vem sendo contemplada, ainda que em escala insuficiente. Mas quase não se ouve falar em energia solar neste país tropical que tem sol sobrando o ano inteiro. Diferentemente do que ocorre por exemplo na Alemanha de pouco sol, onde o governo subsidia fortemente a instalação de geradores solares em residências, antecipando o dinheiro que depois teria que investir em grandes usinas térmicas ou nucleares. O tema foi debatido semana passada na reunião da Unctad em Genebra, Suíça, com mais de 60 países-membros. O Brasil esteve representado na reunião da Unctad por José Nilton Vieira, do Ministério da Agricultura. Para ele, países com mais de 50% da população em pequenas vilas ou comunidades rurais, a geração localizada parece mais viável, mas menos eficiente. Ela pode privilegiar o uso da biomassa (madeira, biodiesel, etanol). 12/02/2010 Jornal do Comércio – Porto Alegre/RS – 11/02/2010 O baixo preço alcançado no leilão de energia eólica em dezembro passado e as alternativas para viabilizar os investimentos foram tema de reunião ontem na Secretaria de Infraestrutura do Estado. No pregão realizado no ano passado, o preço de venda médio ficou em R$ 148,39 por MWh, um deságio de 21,49% em relação ao preço-teto definido em edital e inferior à expectativa do mercado, que esperava valores entre R$ 170,00/MWh e R$ 180,00/MWh. "Realmente foi uma surpresa", admitiu o secretário de Infraestrutura, Daniel Andrade. Para o dirigente, o governo federal errou ao não ampliar as compras no leilão, para assim forçar uma alta no preço do MWh. Andrade afirmou aos participantes que esteve no Ministério de Minas e Energia para propor a regionalização do segmento de energia, que, segundo ele, é uma demanda compartilhada pelos demais secretários da área do País. "Cada região tem uma potencialidade diferente, com vocação para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), eólica ou outras", disse. Para Andrade, essa é uma forma de atender a demandas específicas, como é o caso de cadeias produtivas do leite, celulose, naval, agrícola e metalmecânica, por exemplo. Além disso, o grupo propôs a organização de certames regionalizados para compra de energia como forma de equalizar viabilidade e competitividade de empreendimentos no Rio Grande do Sul em relação ao Nordeste do País. O diretor da empresa Pampa Eólica, Christian Hunt, detalhou inclusive a possibilidade de que leilões sejam divididos por jazidas no Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Ceará, estados onde há maior potencial de vento. O presidente da empresa Ventos do Sul, Telmo Magadan, sugeriu e o grupo aprovou a criação de fórum específico, coordenado pela secretaria, com o objetivo de discutir assuntos específicos do segmento eólico. No certame específico, efetivado em 14 de dezembro, projetos do Rio Grande Sul, localizados em Osório (ampliação do atual), Palmares do Sul e Santana do Livramento (novos), venderam 186 MW, aproximadamente 10% do total de 1.805,7 MW comercializados por empreendimentos de todo o Brasil. Mais cedo, um outro encontro entre representantes do Comitê de Operação e Planejamento do Setor Elétrico do Rio Grande do Sul (Copergs) discutiu atendimento eletroenergético em território gaúcho, especialmente depois de eventos climáticos registrados no Estado. Na reunião, o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Camps de Morais, afirmou que não houve apagão de energia neste ano. "Na área da CEEE, na semana passada, quando se registrou forte calor, houve desligamentos pontuais. Dos 600 mil clientes da CEEE em Porto Alegre, apenas de 4 mil a 5 mil clientes foram atingidos, em sistema de rodízio, devido à sobrecarga em alimentadores. Foi uma decisão técnica", garantiu. 10/02/2010 IG Notícias – 08/02/2010 Depois de ter sido realizado o primeiro leilão de energia eólica, em dezembro passado, o setor espera que sejam realizados dois novos leilões em 2010 para impulsionar o crescimento do setor. Segundo Pedro Perrelli, diretor executivo da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), há seis anos a energia eólica era vendida por cerca de R$ 290 ou R$ 300 por megawatt/hora. “No leilão o preço médio foi de R$ 148,50 mgw/hora”, afirma. Ele defende que, com o crescimento da oferta de energia eólica, o preço deve cair. “A energia eólica pode ser complementar à hidrelétrica na época da seca. Nesse período, especialmente no Nordeste, aumentam os ventos”, diz. Além disso, Perrelli acrescenta que a energia eólica é limpa, renovável e não precisa de água para refrigerar os sistemas. “Isso é muito importante porque a água é cada vez mais um bem precioso”. 09/02/2010 Carolina Medeiros – Canal Energia – 08/02/2010 O leilão de reserva em 2010 não será específico de uma fonte. Ele vai abranger empreendimentos de fontes alternativas como PCHs, eólicas e biomassa, segundo portaria publicada nesta sexta-feira, 8 de março, pelo Ministério de Minas e Energia. O certame está previsto para acontecer no segundo trimestre do ano, com início de suprimento a partir de 1º de setembro de 2013. Os empreendedores que pretenderem propor a inclusão de projetos no leilão, deverão enviar documentação à Empresa de Pesquisa Energética até às 12 horas do dia 8 de março. Os projetos eólicos habilitados pela EPE para o leilão de reserva de 2009 poderão requerer o cadastramento dos respectivos empreendimentos, estando dispensados de documentos ainda válidos e vigentes, desde que mantidos inalterados todos os parâmetros e as características técnicas dos referidos projetos. A portaria estabelece ainda alguns requisitos adicionais para a participação de empreendimentos eólicos no leilão: os aerogeradores a serem instalados no parque deverão ser máquinas novas, sem nenhuma utilização anterior, e só serão aceitos aerogeradores importados se tiverem potência igual ou superior a 1,5 MW; independente da potência do parque, cumprirão requisitos de desempenho estabelecidos nos Procedimentos de Rede do Operador Nacional do Sistema Elétrico; apresentação, no ato do cadastramento, do histórico de medições dos ventos, da estimativa de capacidade e da incerteza padrão de geração anual declarada do parque eólico; entre outros. Os empreendedores interessados em compartilhar Instalações de Transmissão de Interesse Exclusivo de Centrais de Geração para Conexão Compartilhada - ICG - deverão requerer cadastramento específico junto à EPE. A eventual realização de licitações de ICG será definida após a realização de chamada pública específica, a ser conduzida pela Agência Nacional de Energia Elétrica, conforme diretrizes do MME. 05/02/2010 Agência Estado – 04/02/2010 Números divulgados ontem (3) pelo Conselho Global de Energia Eólica mostram avanço na quantidade de projetos de energia eólica no mundo, em 2009. A capacidade instalada cresceu 31% em 2009, principalmente na China, o que representa três usinas de Itaipu. Os Estados Unidos apresentam a segunda maior contribuição, de 9,9 GW, e seguem como o país com maior capacidade de energia eólica no mundo, com 35 GW. A Europa instalou 10,5 GW no ano passado, liderados por Espanha (2,5 GW) e Alemanha (1,9 GW). O Brasil, que fechou 2008 com 400 MW instalados, agora conta com 660 MW de capacidade instalada. A conclusão das usinas contratadas pelo Proinfa (Programa Nacional de Incentivo às Fontes Alternativas) e o impulso dado pelo primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009, devem elevar este número a 3 mil MW em 2012. 03/02/2010 Regina Alvarez – O Globo – 02/02/2010 Depois da contratação de 1.800 MW no leilão de energia eólica realizado em dezembro, a Associação Brasileira de Energia Eólica espera que o governo mantenha a contratação de, pelo menos, mais 1.000 MW por ano, para manter o setor aquecido. A expectativa é conseguir nos próximos 10 anos ocupar entre 6% a 8% da matriz energética do país. Seria um crescimento forte em relação ao patamar atual, de 1%, mas ainda muito baixo na comparação com outros países, como Dinamarca (22%), Espanha (16%), Portugal (13%). A China aumenta sua oferta de energia eólica em 8.000 MW por ano. 01/02/2010 Agência Brasil – 29/01/2010 O Brasil deve substituir as termelétricas por energia eólica e fotovoltaica na complementação de sua matriz energética para mantê-la limpa. Essa foi a ideia defendida pelo ambientalista Rubens Born, coordenador-executivo da organização não governamental Vitae Civilis, hoje (29), no Fórum Social Mundial Temático da Bahia. Segundo Born, a instalação de equipamentos que geram energias alternativas pode ser mais cara, mas o baixo consumo, depois, compensa o preço. Ao lembrar que as termelétricas têm tido maior participação nos leilões de energia, o ambientalista classificou de hipócrita o argumento comumente usado para justificar o uso das térmicas, o de que faltam licenças ambientais para as usinas hidrelétricas. E critica os projetos das hidrelétricas. “Os projetos para as usinas hidrelétricas são mal feitos, não levam em consideração a questão ambiental e, por isso, têm problemas com as licenças. E depois, você pode complementar com eólica ou fotovoltaica. Não precisa ser térmica”, defendeu.
01/02/2010 Willian Aparecido Martins – O Globo – 29/01/2010 Na época do crescimento desenfreado da revolução industrial, não foram levados em consideração vários fatores, dentre eles, o excesso das emissões dos gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2). Em decorrência do elevado número de gases do efeito estufa emitidos diariamente, surgiram várias conseqüências para o planeta, os quais se apresentam de diferentes formas e maneiras, como doenças, aquecimento global, e derretimento de geleiras, acelerando um processo natural do planeta. Por sua vez, nações em desenvolvimento estão buscando estratégias de evoluir de forma sustentável, mesmo com uma discreta lentidão, muitos estão se mobilizando em seminários internacionais para discutir o assunto. A resistência em adotar métodos atuais para controlar a emissão dos gases do efeito estufa ainda é muito grande, pois implica em várias mudanças, e toda mudança requer primordialmente planejamento. Para que isso ocorra, é necessário se dispor a aceitar as novas condições de evoluir e basicamente isso implica em mudança de hábitos. E a tendência é mudar a forma da exploração do uso de energia insustentável.
É chegado o momento de investirmos mais na prospecção de novas fontes de energia, o futuro do planeta consiste em como e quando agiremos em prol da real sustentabilidade. Não podemos mais ignorar a atual conjuntura do meio ambiente, que, por ventura, já se encontra demasiadamente fragilizado. No caso brasileiro, o governo precisa incentivar investimento em pesquisa no que diz respeito a fontes alternativas de geração de energia, não temos condições de manter o mesmo sistema obsoleto que perdura por muitos anos. Em suma, estamos vivenciando uma verdadeira emergência planetária, onde a união de todos é fundamental para o futuro do planeta e de toda a humanidade. 29/01/2010 Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2010 Engenheiros da Universidade de Risoe, na Dinamarca, completaram com sucesso os primeiros testes práticos de uma nova turbina de vento - o gigantesco cata-vento responsável pela geração da energia eólica - que consegue prever e reagir às alterações no vento, otimizando a geração de eletricidade. "Os resultados mostram que este sistema consegue prever a direção do vento, a intensidade do vento e até a turbulência. Com isto, estimamos que uma futura geração de turbinas de vento poderá aumentar a produção de energia e, ao mesmo, reduzir as cargas extremas que impactam no seu tempo de vida útil," diz o Dr. Torben Mikkelsen. Anemômetro a laser O sistema agregado à turbina de vento é uma espécie de anemômetro a laser, que os cientistas chamam de "LIDAR de vento". LIDAR (Light Detection And Ranging) é uma espécie de "radar de luz", que utiliza um feixe de raios laser para detectar a distribuição espacial da temperatura e da umidade na atmosfera. Da mesma forma que um radar envia ondas de rádio e mede suas reflexões, um LIDAR envia ondas de luz. O "eco", neste caso, é a reflexão dessa onda de luz pelas diferentes camadas da atmosfera. Enxergando o vento A incorporação do LIDAR significa que as turbinas de vento passam a ser capazes de "ver" o vento por meio da detecção das variações nas características da massa de ar. Ao prever o vento que a atingirá nos próximos instantes, a turbina pode otimizar sua posição e ajustar a inclinação de suas pás para que o vento seja utilizado de forma mais eficiente e para que a turbina dure mais. Os engenheiros afirmam que a tecnologia a laser aumenta a produção de energia em até 5%, principalmente porque ela permite a utilização de pás mais longas. Para uma turbina de vento com capacidade de 4 MW, isso representa um ganho financeiro de $200.000 por ano. Boom na energia eólica "O sistema LIDAR pode ser usado para aumentar a durabilidade das pás ao permitir que elas lidem melhor com as irregularidades do vento. Numa segunda etapa, isso tornará possível fabricar pás mais longas. Isto vai aumentar a produção de energia e tornar a eletricidade eólica mais competitiva," diz o engenheiro. A indústria de turbinas de vento está passando por um boom, prevendo-se que ela cresça tremendamente nos próximos anos, graças ao foco global nas energias renováveis e na reação às mudanças climáticas. 25/01/2010 Foi assinado ontem, em Florianópolis, contrato de R$ 1,25 bilhão para construção de 10 usinas eólicas que formarão um dos maiores parques da América Latina. As usinas serão construídas nos municípios de Bom Jardim da Serra e Água Doce, na Serra Catarinense. 25/01/2010 Entre os 151 convênios de benefícios fiscais prorrogados até dezembro de 2012 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) destaca-se o que garantiu a isenção para o segmento de energia eólica. Desoneração e desenvolvimento Atualmente, a capacidade instalada da energia eólica no Brasil é de pouco mais de 605 MW, e aumentará
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